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Os derramamentos de petróleo acontecem de maneiras, incluindo o manuseio incorreto dos tubos de óleo e navios petroleiros. O profundo efeito de derrames de petróleo sobre o ambiente marinho tem sido cuidadosamente documentado, em grande parte devido a vazamentos famosos como o do Exxon Valdez em 1989, além do vazamento ocorrido em 2010, no Golfo do México, um dos piores da história. Os vazamentos de petróleo afetam a vida marinha de inúmeras formas, e sem intervenção de cientistas e ecologistas, o ambiente marinho pode ter um tempo de recuperação lento.
Além das fontes proeminentes perfiladas de derrames de petróleo e manchas de petróleo, muito óleo entra no meio ambiente marinho através da atividade cotidiana humana. Bueiros, por exemplo, coletam uma grande quantidade de resíduos de óleo das ruas e transferem essa sujeira para os oceanos do mundo. Derramamentos de óleo também podem ocorrer devido ao escoamento natural das áreas de suporte de petróleo. O tipo mais perigoso de derramamento de petróleo é o que despeja uma grande quantidade de óleo de uma vez, sobrecarregando a capacidade do oceano para processá-la. Estes grandes derrames de petróleo afetam a vida marinha de forma muito negativa.
Quando o óleo é derramado, a maioria dos compostos voláteis evapora-se rapidamente. O óleo, no entanto, permanece flutuante sobre a superfície da água, e começa a se dispersar, formando uma película muito fina que cobre grandes áreas de água. Os vazamentos de petróleo acabam atingindo os animais marinhos que vivem e caçam nestas áreas cobertas com óleo. Diferentes tipos de vida marinha são comprometidos de forma diferente, dependendo de sua fisiologia e seus hábitos. Os compostos voláteis deixados após os vazamentos são tóxicos, densos e bioacumulativos.
Uma das maneiras mais diretas em que os vazamentos de petróleo comprometem a vida marinha é essencialmente por sufocar as plantas e os animais. As plantas marinhas podem ser cobertas por uma película de óleo que impede a troca de oxigênio na água, fazendo com que as plantas morram. A vida marinha que se alimenta de vegetação, por sua vez, luta para sobreviver. Revestimentos de óleo na carne de aves e mamíferos podem literalmente matá-los através de asfixia. Além disso, um pássaro com o corpo coberto de óleo apresenta dificuldade em voar, e irá desenvolver hipotermia como um resultado da exposição à água extremamente fria. Mamíferos também sofrem, pois o óleo remove compostos resistentes à água, como no caso das lontras e focas.
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Moluscos, mexilhões e ostras podem acumular rapidamente as toxinas e matam os animais ou transmitem essas toxinas ao longo da cadeia alimentar. No longo prazo, os vazamentos de petróleo afetam a vida marinha, interferindo na sua capacidade de produzir, reproduzir, crescer e realizar outras funções vitais. Toxinas em óleo também causam câncer e outras doenças em longo prazo. Se não tratada, a área em torno de um derramamento de óleo pode ficar desprovida de vida. Felizmente, existem maneiras para limpar vazamentos de petróleo. Além disso, os ecologistas também usam bactérias que prosperam sobre os compostos em óleo para degradá-los e torná-los menos nocivo.
Renata Branco
Editora
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