A ABB fechou contrato no valor de US$ 30 milhões com a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para o fornecimento de três subestações industriais que vão dar suporte à expansão da fábrica da empresa instalada em Alumínio, no interior de São Paulo, informou o presidente da ABB, Sérgio Gomes. Segundo o executivo, o projeto inclui a maior subestação industrial do Brasil, com potência para 750 megavolt ampère, e atenderá as necessidades da empresa do grupo Votorantim na ampliação da fábrica. A instalação está prevista para meados do próximo ano.

O negócio deve representar 10% do total de vendas da área de subestações da ABB, prevê Gomes. No ano passado, a ABB faturou R$ 1,1 bilhão no Brasil, valor 6% superior ao de 2003.

Mais encomendas

Este ano, a expectativa de Gomes é de um resultado melhor, cerca de 15% superior ao de 2004. A estimativa baseia-se nos negócios já fechados no primeiro trimestre, quando as encomendas cresceram nesse patamar. "Este ano está melhor do que 2004. As empresas estão investindo em expansão e modernização, melhorando processos e desempenho, até para manter a competitividade no mercado externo", afirmou Gomes. De acordo com o executivo, as áreas de mineração, siderurgia e papel e celulose são as que apresentam a maior demanda para a ABB tanto em energia quanto em automação.

A CBA já investiu R$ 510 milhões no ano passado para ampliar a sua capacidade de produção, volume que deverá atingir 400 mil toneladas no final deste primeiro semestre. Os projetos de expansão da empresa são para alcançar 470 mil toneladas anuais até o final de 2007. O investimento total deverá totalizar US$ 370 milhões. A CBA fornece lingotes, tarugos, vergalhões, placas, bobinas, chapas, folhas, perfis, telhas e cabos para setores como os da construção civil, transporte, embalagens, bens de consumo e transmissão de energia elétrica. O processo de ampliação da produção de alumínio na CBA começou em meados de 2003.

Em Alumínio, a empresa já tem o maior parque integrado instalado do mundo, onde faz desde o beneficiamento da bauxita até a fabricação dos produtos. A CBA é auto-suficiente na produção de bauxita, extraídas de suas reservas localizadas em Minas Gerais, e produz 60% da energia elétrica que consome.

Aumento de 89% no lucro

A CBA registrou um lucro líquido de R$ 716 milhões no ano passado, um crescimento de 89% em relação ao ano anterior, conforme comunicado da empresa divulgado ontem. A receita líquida da companhia, segunda maior produtora brasileira de alumínio primário, atingiu R$ 2,22 bilhões, montante 34% superior ao verificado em 2003.

O lucro bruto alcançou R$ 821 milhões em 2004 e ficou 66,5% acima do contabilizado no ano anterior. Já o Ebitda (geração de caixa) passou dos R$ 573 milhões registrados em 2003 para R$ 900 milhões no ano passado. O incremento da receita e do lucro líquido da empresa, conforme o comunicado da mineradora, foi reflexo da conclusão da expansão de sua capacidade de produção em 2004, que atingiu 345 mil toneladas por ano; do aumento das vendas no mercado interno, decorrente da recuperação econômica do País; e do crescimento de 18% no volume total de vendas em relação a 2003.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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