O conglomerado mexicano Imsa não deve comprar integralmente a segunda fabricante de aço do país, Hylsamex, por causa do alto preço da empresa, mas pode estar de olho em parte da companhia para reforçar seu portfólio. Analistas disseram ontem que não é o estilo da Imsa, uma das maiores processadoras de aço da América Latina, investir em empresas no ápice de um ciclo, que é o caso da Hylsamex.

A Imsa, que também fabrica produtos de metal para a construção, informou na segunda-feira que mantém conversas para comprar uma participação na Hylsamex, que será separada de sua controladora Alfa . Segundo analistas, a Hylsamex está avaliada em cerca de US$ 2,4 bilhões. A Alfa tem 51% das ações com direito a voto e 42% das ações em circulação no mercado.

Outras empresas têm sido mencionadas como potenciais interessadas na Hylsamex, incluindo a gigante siderúrgica norte-americana Nucor e a brasileira Gerdau. A Hylsamex é particularmente atrativa por integrar ativos de minério de ferro a produção de aços planos e vergalhões. Para o analista Anibal Habeica, da corretora Scotiabank, a Gerdau é a compradora mais provável já que uma série de aquisições recentes no exterior fizeram do grupo um grande concorrente no setor.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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