A forte demanda por aços inoxidáveis no primeiro trimestre permitiu à Acesita S.A. alcançar os melhores resultados dos seus 70 anos. O lucro líquido da usina de Timóteo, no Vale do Aço, atingiu R$ 177 milhões de janeiro a março, o que representou crescimento de 76,8% sobre igual período do ano passado. O resultado financeiro foi expressivo apesar da estabilidade dos seus preços, segundo avaliação da diretoria da empresa. Além disso, os custos das matérias-primas exerceram pressão sobre a margem bruta dos resultados. O preço médio do níquel atingiu US$ 16.190 por tonelada em março, equivalente a aumento de 17,5% em relação a dezembro de 2004. Outras ligas metálicas que usa na produção de aços, como molibdênio e cromo, também estiveram em alta no período. A empresa também reduziu seu endividamento líquido em 38% sobre o primeiro trimestre de 2004, para R$ 954 milhões em março.

As vendas totais de aços inoxidáveis e siliciosos alcançaram 187,7 mil toneladas, um crescimento de 8% em relação a mesmo período de 2004. O crescimento das vendas no mercado interno – 68,4% do total – foi ainda maior (13,9%) e refletiram a melhora no nível de atividade econômica do País. Para o restante do ano, o diretor financeiro da Acesita, Gilberto Audelino Correa, espera um aumento de 6% nas vendas, frente aos 8% estimados anteriormente, considerando uma menor expansão da economia mundial este ano. As exportações somaram 59,4 mil toneladas, correspondentes à redução de 3% em relação ao primeiro trimestre de 2004.

Os aços inoxidáveis, principais produtos de exportação da companhia, responderam por 96,6% do total exportado. O dólar próximo dos R$ 2,50 ainda mantém a competividade da tonelada do inox, que vale cerca de US$ 3,2 mil por tonelada no mercado internacional. Caso a moeda norte-americana continue a recuar frente ao real, o diretor da Acesita teme uma perda de competividade das exportações da empresa, a única produtora de aços inoxidáveis e siliciosos da América Latina, apesar das maiores facilidades que encontra no exterior para a colocação de produtos por integrar ao grupo europeu Arcelor, o segundo maior produtor de aço do mundo.

Gilberto Audelino Correa afirmou que o crescimento das vendas internas, mesmo sendo ligeiramente menor, dão tranqüilidade à empresa, que funciona próxima da capacidade máxima e tem condições de atender à expansão da demanda até 2010, sem investimentos expressivos. No mercado internacional, a Acesita atende a um leque variado de clientes em mais de 50 países, com destaque para a Ásia, que ficou com 49,2% do seu inox exportado. Só a China responde pela compra de 8% do total do inox exportado. O segundo alto forno da empresa, que passou por reforma, voltou domingo à produção normal, tornando a Acesita apta a produzir 900 mil toneladas de aço líquido por ano.

Autor(es): Estado de Minas

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