Como vazamentos de petróleo prejudicam o meio ambienteOs derramamentos de petróleo costumam resultar em danos imediatos e de longo prazo ambiental. Alguns dos danos causados ao meio ambiente por um vazamento de óleo podem durar décadas após o acidente.

A gravidade dos danos ambientais causados por um derrame de óleo em particular depende de muitos fatores, incluindo a quantidade do petróleo derramado, o tipo e peso do óleo, a localização do vazamento, as espécies de animais selvagens na área, a temporização ou ciclos de reprodução e as migrações sazonais, e até mesmo o clima no mar durante e imediatamente após o derramamento de óleo. Mas uma coisa nunca varia: derrames de petróleo são sempre uma má notícia para o meio ambiente.

Derramamentos de petróleo danificam praias, pântanos e o frágil ecossistema marinho. O óleo derramado por navios petroleiros, oleodutos danificados ou plataformas de petróleo offshore mancha e afeta todos os organismos que toca e se torna parte indesejada e permanente em cada ecossistema em que entra.

Se uma mancha de óleo vinda de um grande vazamento de petróleo atinge a praia, a camada de petróleo se apega a cada pedra e grão de areia. Se o óleo é derramado em pântanos costeiros, manguezais ou zonas úmidas, as plantas fibrosas e gramíneas absorvem o elemento, que pode danificar a flora e tornar toda a área inadequada como habitat dos animais selvagens.

Acidentes com perfuração offshore de petróleo causam danos a curto, médio e longo prazo no ecossistema

 Acidentes com perfuração offshore de petróleo causam danos a curto, médio e longo prazo no ecossistema

Quando um pouco de óleo, eventualmente, para e flutua na superfície da água e começa a afundar no meio marinho, isso pode ter o mesmo tipo de efeitos nocivos sobre os frágeis ecossistemas subaquáticos, matando ou contaminando muitos peixes e organismos menores, que são elos essenciais na cadeia alimentar global.

Apesar de enormes esforços de limpeza após o vazamento da Exxon Valdez nos EUA, em 1989, por exemplo, um estudo realizado em 2007 pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) constatou que 26.000 litros de óleo do acidente ainda estavam presos na areia ao longo da costa do Alasca. Os cientistas envolvidos no estudo determinaram que esse óleo residual diminuiu em uma taxa inferior a 4% por ano.

Derramamentos de petróleo matam os pássaros. Aves cobertas de líquido negro viraram praticamente um símbolo universal dos danos ambientais provocados pelos acidentes com petróleo. Qualquer vazamento de óleo no oceano é uma sentença de morte para as aves marinhas.

Algumas espécies de aves costeiras podem escapar se sentem o perigo a tempo, mas as aves marinhas que nadam e mergulham para a sua alimentação certamente ficarão cobertas de óleo. Derramamentos de óleo também danificam sua reprodução, que pode ter graves efeitos futuros em toda a espécie. O vazamento de petróleo offshore no Golfo do México pela BP Deepwater Horizon, por exemplo, ocorreu durante o acasalamento e principal época de nidificação de aves e de muitas espécies marinhas. As consequências ambientais a longo prazo desse vazamento ainda vão ser reveladas. Os derramamentos de petróleo podem, ainda, perturbar padrões migratórios por contaminar áreas onde aves se instalam normalmente.

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Mesmo uma pequena quantidade de óleo pode ser mortal para um pássaro. Ao cobrir as penas, o petróleo não só faz com que seja impossível para que os pássaros voem, mas também destroi sua impermeabilização natural e isolamento, deixando-os vulneráveis à hipotermia ou superaquecimento. Como os pássaros freneticamente tentam alisar suas penas para restaurar suas proteções naturais, acabam engolindo um pouco de óleo, que pode danificar seriamente seus órgãos internos e levar à morte. O derramamento da Exxon Valdez matou entre 250 mil e 500 mil aves marinhas, além de muitas aves costeiras e águias.

Aves, marinhas ou não, sofrem as consequências de derramamentos de petróleo

Aves, marinhas ou não, sofrem as consequências de derramamentos de petróleo


Os derrames de petróleo freqüentemente matam mamíferos marinhos, como baleias, golfinhos, focas e lontras marinhas. O dano mortal pode assumir diversas formas. O óleo, por vezes, entope os orifícios de sopro de baleias e golfinhos, o que torna impossível para os animais respirar corretamente e prejudica sua capacidade de se comunicar. Petróleo cobre a pele de lontras e focas, deixando-os vulneráveis à hipotermia.

Mesmo quando mamíferos marinhos escapam dos efeitos imediatos, um derramamento de óleo pode causar danos por contaminar sua alimentação. Os mamíferos marinhos que se alimentam de peixes ou outros alimentos que tenham sido expostos a um derramamento de óleo podem ser envenenados e morrer pelo petróleo.

No caso Exxon Valdez, foram mortas milhares de lontras marinhas, centenas de focas, cerca de duas dezenas de baleias assassinas e uma dúzia ou mais de lontras. Ainda mais preocupante foi a observação dos cientistas nos anos que se seguiram: maiores taxas de mortalidade apareceram entre as lontras marinhas e algumas outras espécies afetadas pelo derramamento de óleo, além de atraso no crescimento ou outros danos em outras espécies.

Óleo vazado muitas vezes causa efeitos mortais em peixes, mariscos e outros animais marinhos, especialmente se um grande número de ovos ou larvas de peixes são expostos ao petróleo. O camarão e a pesca de ostras ao longo da costa da Louisiana foram as primeiras vítimas do vazamento offshore da BP em 2010. Da mesma forma, o acidente da Exxon Valdez destruiu bilhões de salmão e ovos de arenque. Essas pescarias ainda não se recuperaram.

Os danos a longo prazo para várias espécies, para o habitat e para sua nidificação ou reprodução é um dos efeitos mais abrangentes causados por vazamentos de petróleo. Mesmo muitas espécies que passam a maior parte de suas vidas no mar, como tartarugas marinhas, vão à terra para se reproduzir. As tartarugas marinhas podem ser prejudicadas pelo óleo que encontram na água ou na praia, onde depositam seus ovos; os ovos podem ser danificados pelo óleo e não se desenvolverem adequadamente e tartarugas jovens recém-nascidas terão dificuldades em correr em direção ao oceano através de uma praia oleosa.

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