Fraturamento hidráulicoFraturamento hidráulico é um método usado para quebrar as formações rochosas contendo petróleo e gás, criando corredores para que o combustível flua da rocha até um poço produtor. Isto é conseguido usando a pressão hidráulica a fim de injetar um fluido contendo areia ou outro material abrasivo na rocha, sempre com força suficiente para causar fissuras. A tecnologia é utilizada para estimular o fluxo de óleo ou gás em novos poços e também retomar a produção em poços que haviam sido considerados esgotados.

O processo de fraturamento hidráulico foi desenvolvido em 1903, mas levou mais de quarenta anos antes que a tecnologia fosse aproveitada pela primeira vez, comercialmente, em 1948. A maioria dos poços de produção nos EUA e em todo o mundo emprega o processo de fraturamento hidráulico, incluindo poços em países como México, Brasil, França, Reino Unido, Colômbia, Argentina, Romênia, Venezuela, Indonésia e Rússia. A fratura é considerada um mecanismo valioso para aumentar a produção interna de energia, formando reservas, antes inacessíveis, em totalmente acessíveis.

A técnica de fraturamento hidráulico é também uma chave para fazer do desenvolvimento de xisto de petróleo viável financeiramente. Produtores de gás afirmam que a maioria das reservas de xisto em países como os Estados Unidos está em rochas que não podem ser acessadas sem que sejam quebradas. O xisto é uma rocha sedimentar feita de argila compactada, silte e material vegetal orgânico. Esta rocha não é permeável, o que significa que não permite a passagem de líquidos, por isso, para extração de gás de xisto, ela exige fratura.

No método de fraturamento, um líquido é enviado pelos poços para quebrar a estrutura rochosa.

                       No método de fraturamento, um líquido é enviado pelos poços para quebrar a estrutura rochosa.

Fraturamento hidráulico envolve o bombeamento de um líquido através de um poço em uma formação de rocha subterrânea com pressão suficiente para causar fissuras na rocha. O agente mais comum líquido é a água, embora, em alguns casos, diesel, óleo bruto, ácido clorídrico diluído ou querosene possam ser empregados. A água é misturada com um pouco de produtos químicos e de goma guar, uma substância natural feita a partir de grãos, o que dá a água uma consistência do tipo gel. A mistura da água é primariamente um sistema de entrega de um agente de escoramento, geralmente uma substância granular, tal como areia ou peletes de alumínio, o que mantém a fenda aberta após a água ser retirada.

A pressão hidráulica é utilizada na ação de bombear a mistura de óleo com a água através de um tubo de perfuração na rocha. Depois de a água criar várias fissuras no interior da formação rochosa, a pressão é libertada e a água é retirada de dentro do poço. As rachaduras começam a se fechar, mas são mantidas abertas pela areia ou outro agente de escoramento, permitindo que o gás ou óleo fluam em direção ao poço. Coberturas de cimento são instalados sobre os poços como uma parte do processo para evitar a fuga de fluidos a partir do poço.
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Pequenos traços de mistura líquida permanecem na rocha, e a presença de produtos químicos tóxicos na mistura tem sido motivo de preocupação ambiental. Os avanços tecnológicos estão continuamente sendo efetivados com a finalidade de evitar qualquer infiltração de contenções para o lençol freático.

Autor(es):
Editora

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