Decomposição de resíduos industriais por bactériasResíduos industriais representam um verdadeiro banquete para as bactérias. Os seres microscópicos agem para decompor os detritos industriais, transformando-o de poluição ambiental em produtos que podem ser reciclados pelo homem ou pela natureza.

Não é preciso se preocupar com contaminação nos produtos descartados. Quando a oferta de alimento para as bactérias acaba, elas vão embora.

Águas Residuais

Águas residuais, mais conhecidas como esgoto, é basicamente água. O truque é se livrar da pequena porcentagem que é todo o resto. Uma vez que os filtros de gravidade fizeram seu trabalho, as bactérias são introduzidas. Eles se deleitam em uma pasta de gordura, açúcares e amidos, mais conhecida como gordura da cozinha. Bactérias quebram as gorduras hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água.

Os microorganismos ajudam na decomposição dos detritos poluentes

Os microorganismos ajudam na decomposição dos detritos poluentes

Plástico

O estireno é um subproduto tóxico criado quando é feito de espuma de plástico e nós usamos atualmente grandes quantidades de espuma de plástico. Os cientistas descobriram que uma bactéria comum, Pseudomonas putida, que normalmente habita no solo, tem um desejo ardente pelo estireno. P. putida come o carbono no estireno e converte o restante em PHA, um plástico esticável que pode ser reutilizado para revestimento de papelão ou mesmo para construir implantes médicos. E o que é ainda melhor: a bactéria gosta de comer espuma plástica também. Ou seja, todos os copos e pratos descartáveis que agora enchem aterros sanitários que, de outra forma demorariam milhares de anos para se decompor, podem ser reciclados de forma eficiente.

-----------------------------------------------------
Indicador de empresas:
Soluções de publicidade do portal Manutenção & Suprimentos
----------------------------------------------------------------------------

Metais

As bactérias estão por toda parte há milhões de anos. Uma estimativa, financiada pela National Science Foundation e pelo Departamento de Energia dos EUA, apontou que há 5 milhões de trilhões de trilhões deles na Terra. Eles gostam de viver em grandes grupos, chamados colônias, e quando as bactérias formam colônias em metais - lembre-se, eles estão em toda parte -, podem corroer o material. Cientistas notaram essa presença pela primeira vez há um século, quando perceberam que as bactérias conseguiam corroer chumbo. Eles são também parciais ao aço inoxidável e outros metais.

Bactérias que se alimentam de metais foram encontradas no naufrágio do Titanic

Bactérias comedoras de metais foram encontradas no naufrágio do Titanic

As bactérias podem ser formadoras de limo, acidificantes, redutoras de sulfato, nitrato de redução, ferro-oxidante e ferro de redução, segundo os pesquisadores Sten B. Axelsen e Trond Rogne.

Elas também atraem fungos e outros seres vivos para a água, em uma “armadilha” que pode ajudar a transformar metais em pó metal. Isso é uma dor de cabeça para os construtores e escultores, mas uma bênção para as indústrias que procuram soluções sustentáveis para descartar os produtos de metais pesados de resíduos industriais.

Biomassa

Biomassa, essencialmente, é qualquer coisa a indústria pode cultivar, mas que não pode ser usada como alimento, como fibra de milho, cascas de nozes ou até mesmo recortes de grama. O material pode ser enterrado ou queimado, mas os cientistas encontraram uma solução melhor: transformar biomassa em combustível.

Bactérias termofílicas geneticamente modificadas são utilizadas para essa função. Termofílico significa que, quanto mais quente, mais rápido as bactérias trabalham. Os microorganismos se esbaldam com os açúcares presentes em resíduos de biomassa e celulose, gerando, por sua vez, o etanol, um álcool usado como combustível.

Autor(es):

facebook      twitter      google+

Meio Ambiente
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Meio Ambiente