A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, informou ontem que ainda mantém negociações com a siderúrgica sul-coreana Posco sobre um projeto indiano de minério de ferro e aço avaliado em US$ 10 bilhões, desmentindo informações de que tenha desistido do negócio, conforme divulgado pelo Financial Times, que informou que o grupo, de origem anglo-australiana, tinha se recusado a aceitar as condições financeiras definidas pelo governo indiano na província de Orissa, rica em minério.

Se a BHP desistir do negócio, irá abandonar o maior projeto de investimento direto na Índia, país que tem tentado atrair investimentos estrangeiros diante do aumento da demanda neste setor. Contudo, o forte crescimento econômico da China tem sugado grandes quantidades de capital. O país recebeu apenas US$ 4 bilhões em investimentos diretos nos primeiros 10 meses do ano fiscal encerrado em março, comparado com US$ 50 bilhões recebidos pela China.

Analistas do setor estão confiantes que a Posco vai escolher a Índia como destino de sua siderúrgica, com ou sem a BHP. "Esta é a postura usual em acordos deste tamanho", disse o conselheiro econômico da agência ICRA, Saumitra Choudhuri. O projeto será três vezes o tamanho do recorde em investimento direto na Índia, a usina de energia de US$ 2,9 bilhões de Dabhol.

O Financial Times citou um importante executivo da BHP na Índia que teria afirmado que os termos do contrato proposto pelo governo do país tornam a "oportunidade (para a BHP) muito pequena". Entretanto, representantes da mineradora afirmam que as negociações continuam. "Tudo o que dissemos publicamente foi que nós estamos ainda nos estágios iniciais e que estamos buscando várias oportunidades de desenvolvimento. Isso continua inalterado", disse a porta-voz da BHP, Emma Meade.

"Continuamos interessados nesse projeto, mas ainda estamos numa etapa muito inicial", disse o diretor de comunicações da BHP, em Londres, Mark Lidiard. "Não é realmente possível definir um cronograma neste estágio." Além do minério de ferro, a BHP estuda na Índia oportunidades com bauxita e alumina, disse Lidiard.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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