O grupo alemão Wagner Lenartz, fabricante de serras para corte de metais, e a norte-americana Simonds International, que produz ferramentas de corte anunciam durante a Feira Internacional de Máquinas-Ferramentas (Feimafe 2005), em São Paulo, a formação de uma joint venture no Brasil. Pelo contrato, a companhia norte-americana deterá 33% do capital da subsidiária brasileira do grupo alemão.

'Trata-se de uma via de duas mãos, que nos permitirá desenvolver novos mercados e transferir tecnologias, bem como distribuir nossos produtos no âmbito da América do Sul, Nafta e Caribe', disse o gerente-geral da Wagner Lennartz do Brasil, Erni Dattein. Segundo o diretor para a América Latina da Simonds, David Miles, o contrato permitirá a empresa ingressar no mercado brasileiro. 'Acreditamos que o setor metal-mecânico brasileiro é o epicentro do crescimento industrial', disse Miles.

O mote para a realização do acordo foi o potencial vislumbrado pelas empresas para a venda de fitas bi-metálicas para corte de metais, feitas pela Simonds, para os setores de siderurgia, autopeças, metal-mecânico, fabricação de tubos e distribuição de aço.

Outro alvo serão as empresas de papel de celulose, na venda de facas para corte. A parceria pretende começar a fabricar estes produtos em Diadema (SP), fábrica da empresa alemã, em um intervalo de 12 a 18 meses. Lotes-piloto já estão sendo testados pelo grupo Gerdau, na Sifico e na Manesmann. A parceira vai investir cerca de US$ 1,5 milhão em Diadema, em equipamentos, estoque e na ampliação de 25% da área fabril. Através dos aportes e da aliança com a Simonds, a Wagner espera faturar cerca de 40% a mais que os R$ 20 milhões apurados no País em 2004.

Em 2007 a empresa espera faturar cerca de R$ 50 milhões e contar com uma participação de um quinto do setor de ferramentas de corte no Brasil, que movimenta cerca de R$ 250 milhões por ano. Em todo o mundo, o setor movimenta US$ 4,5 bilhões anuais. Fundado em 1896, o grupo Wagner Lennartz fatura cerca de US$ 30 milhões anuais. A Simonds, fundada em 1832, possui uma receita da ordem de US$ 175 milhões/ano

Autor(es): Gazeta Mercantil

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