Indústria química divulga avanços ambientaisA Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) divulgou hoje estudo que mostra que, entre 2004 e 2010, as empresas associadas à entidade - que respondem por 95% da produção nacional - ganharam eficiência nas questões ambientais, de saúde e de segurança. Os dados são parte do Programa de Atuação Responsável, que celebra 20 anos em 2012, com a realização do 14º Congresso de Atuação Responsável, que acontece hoje e amanhã em São Paulo.

O consumo de água passou de 7,88m³/t para 6,05 m³/t produto, o que significa que, para a mesma quantidade de produção, utiliza-se atualmente 23% a menos de água. Além disso, a indústria aumentou a quantidade de efluente reciclado e reutilizado, de 29,9% para 31,3% do total produzido: de 2,31m³/t para 1,62 m³/t de produto.

Empresas da área química ganharam eficiência em questões do meio ambiente

Empresas da área química ganharam eficiência em questões do meio ambiente

A utilização de combustíveis renováveis na indústria química, por sua vez, aumentou de 2,1 kg/t para 6,3 kg/t de produto, enquanto o uso de combustíveis não-renováveis caiu significativamente de 32,8 kg/t para 17,8 kg/t de produto.

Já a intensidade de emissão de dióxido de carbono originário de combustão de processos diminuiu de 378 kg/t para 251 kg/t de produto. A intensidade total de emissões de CO2 equivalente caiu de 411 kg/t para 290 kg/t de produto.

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A geração de resíduos, que vinha apresentando melhora, foi afetada pela crise global de 2008. Entre 2004 e 2008, o item havia permanecido estável, entre 8,4 kg/t e 8,5 kg/t de produto. Mas, com a crise, algumas unidades produtivas tiveram paradas não-programadas, o que pontualmente aumentou os resíduos gerados, chegando a 9,8 kg/t de produto em 2010.

“As paradas não programadas resultam em rejeitos e resíduos que estão nas torres de destilação, de processo e nos reatores. Para fazer a limpeza e manutenção destas áreas, os resíduos têm que ser despejados, o que leva a um aumento da quantidade medida. A Abiquim acredita que esse indicador voltará a diminuir, porque agora as fábricas estão trabalhando sem grandes paradas programadas”, explica Nícia Mourão, gerente de assuntos regulatórios da Abiquim.

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