Etanol chega a sua segunda geraçãoO etanol de segunda geração, feito em laboratório do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, deve ser produzido em escala industrial nos próximos cinco anos. Em 2022, o novo combustível deve estar nas bombas de postos em uma mistura com o atual álcool de primeira geração, cuja matéria-prima é o caldo da cana-de-açúcar. A previsão é da bióloga Elba Bon, professora do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A pesquisadora se dedica à extração do combustível sustentável e acredita que ele “está vindo para ficar e vai dobrar a produção de etanol sem aumentar a área plantada”, em conjunto com os resíduos da palha do milho e do trigo.

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Elba lista vantagens ambientais e econômicas para o uso do etanol de segunda geração: baixo custo da biomassa; pouca necessidade de investimento em infraestrutura para transporte; diminuição da competição com a produção de açúcar); razões geopolíticas (desenvolvimento de tecnologia nacional face à concorrência internacional, que já explora etanol de segunda geração); razões sociais (vocação para o campo e geração de emprego, inclusive de pessoal qualificado) e razões de saúde pública.“Se você tem uma boa qualidade do ar (o álcool não polui como o petróleo) e uma boa qualidade da água (a produção tem menor risco de vazamento para oceanos e rios), gasta-se menos com saúde", explica.

Novo etanol ainda enfrenta dificuldades técnicas para chegar aos postos

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Mesmo assim, a bióloga explica que, em valor, o novo etanol deve ser mais caro do que o atual e deve competir com a geração de energia nas usinas que utiliza os resíduos da cana. Além disso, a produção em larga escala depende da descoberta de uma enzima que consiga quebrar as moléculas de açúcar para fazer a fermentação do álcool.

“A dificuldade técnica é conseguir retirar os açúcares desse material sólido para fazer a fermentação”, afirma o também biólogo João Ricardo Moreira de Almeida, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agroenergia). De acordo com o cientista, para extrair o etanol de segunda geração é preciso utilizar enzimas de micro-organismos, que quebram as estruturas e permitem a fermentação do álcool. As enzimas estão sendo pesquisadas na Floresta Amazônica por laboratórios nacionais e estrangeiros, públicos e privados.

(com informações da Agência Brasil)

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