Num mercado, como o de ferramentas de corte, onde crescem as fusões e aquisições, chega a surpreender o surgimento de uma nova empresa com presença global. É o caso da Lamina Technologies, criada em novembro de 2001, na Suíça, da associação de dois empresários israelenses da área de metal duro com o grupo Otto, da Alemanha, com interesses em várias áreas, especialmente no setor financeiro.

Com menos de quatro anos no mercado, a empresa já está presente em 11 países europeus, nos Estados Unidos, no Japão e, desde janeiro de 2005, também no Brasil, com a criação da subsidiária Lamina Brasil. Na direção da filial brasileira está Fernando Di Trani, ex-Tyrolit.

Segundo Trani, o rápido crescimento da Lamina se deve ao conceito multimaterial: apenas uma classe para cada tipo de operação. Ou seja, uma classe para torneamento, outra para fresamento e ainda uma outra para fresas de metal duro inteiriço. Assim, com uma única classe é possível realizar todos os trabalhos, desde o desbaste até o superacabamento. A idéia - explica o diretor - é que o usuário troque só o produto a ser usinado e não a ferramenta. "Nosso slogan explica nosso sucesso: Com Lamina a vida se tornou mais simples", diz.

O gerente cita vários dos benefícios de se utilizar apenas uma classe: redução de estoques de mais de 3 mil itens para apenas 100; redução do tempo de parada das máquinas, pois o set-up é menor; simplificação do treinamento dos operadores; catálogo simples e prático etc. "Nós garantimos que, se os usuários utilizarem os insertos com as nossas recomendações, terão performance tão boa ou melhor que a obtida com os principais insertos disponíveis no mercado", garante. Em termos práticos, Trani informa que normalmente se obtém economia de até 18% com as ferramentas da Lamina.

Nos testes já realizados no mercado brasileiro, o gerente afirma que a Lamina tem conseguido surpreender os clientes. "Inclusive já conquistamos alguns bons clientes, como é o caso da Bosch, de Curitiba", diz.

O ponto forte da linha, segundo a própria empresa, está no processo de desenvolvimento e fabricação. As ferramentas são produzidas com metal duro submícron, revestidas por processo PVD e a preparação da aresta de 5 milésimos. Outro destaque são as geometrias dos quebra-cavacos que atendem tanto as necessidades de desgaste natural quanto de corte interrompido. "Além disso, nosso inserto não sofre desgaste lateral nem variação dimensional", frisa.

Trani informa que a meta da filial é a de conquistar fatia de 5% do mercado brasileiro em cinco anos. "É um volume expressivo, mas pela nossa experiência nesses primeiros meses de atuação, acredito que vamos conseguir atingir esse objetivo em três anos", afirma. O gerente também está confiante na complementação da linha que chegará ao mercado mundial durante a EMO 2005. "Este ano já devemos alcançar faturamento 50% superior ao previsto". Hoje, a subsidiária brasileira já mantém distribuidores em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Espírito Santo, mas o objetivo é cobrir todo o território nacional.

O planejamento da Lamina no Brasil inclui ainda a instalação de uma fábrica para a produção de ferramentas rotativas e suportes porta-ferramentas. Os primeiros movimentos nesse sentido devem começar já no final de 2005. "Ainda não decidimos se vamos investir diretamente ou se vamos nos associar a algum fabricante nacional", conclui Trani.

Autor(es): Usinagem Brasil

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