Japão registra maior déficit comerial da históriaOs desastres naturais que assolaram o Japão em 2011 ocasionaram o maior déficit comercial anual do país, um contraste drástico em relação a décadas de excedentes, já que a crise nuclear impulsionou o consumo de petróleo caro e as importações de gás.

Dados preliminares do Ministério das Finanças japonês, divulgados ontem, apresentaram 4,41 trilhões de ienes (US$ 54 bilhões) no déficit comercial para o ano fiscal que terminou em 31 de março.

Todos, exceto um dos 54 reatores nucleares do Japão, estão offline, no rescaldo de uma crise nuclear que começou em março 2011 com o tsunami no nordeste do Japão. Isso levou a nação asiática a confiar na eletricidade gerada por petróleo e gás.

Embora o governo central, ansioso para reiniciar alguns dos reatores, venha realizando testes de segurança nas usinas nucleares, as autoridades locais têm sido cautelosas em dar sinal verde.

Economia japonesa está em lenta, mas constante recuperação

                                                      Economia japonesa está em lenta, mas constante recuperação

O terremoto e tsunami também feriram o setor industrial, não só no nordeste do Japão, mas também as empresas que contavam com abastecimento daquela área. As exportações para o ano fiscal caíram 3,7% em relação ao ano anterior, enquanto as importações subiram 11,6%, de acordo com o Ministério das Finanças.

O tsunami destruiu geradores de backup da usina nuclear de Fukushima Dai-ichi, desencadeando o pior desastre nuclear desde Chernobyl, lançando radiação no ar e mar e contaminando terras agrícolas, florestas e casas.

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O déficit comercial é surpreendente, dada a reputação passada do Japão politicamente sensível como exportador gigante. Assim como a China hoje em dia, era frequentemente alvo de críticas internacionais pela a execução de superávits comerciais enormes.

As empresas japonesas também têm gradualmente transferido a produção para o exterior para conter os danos do iene forte, que corrói o valor das receitas de exportação.

Analistas dizem que, se a importação de combustíveis caros continuar, os consumidores japoneses provavelmente pagarão contas mais altas de serviços públicos e uma diminuição dos gastos do consumidor prejudicaria ainda mais a economia.

As exportações estão se recuperando, especialmente em automóveis e máquinas e equipamentos de construção, setores em que o Japão continua a ser globalmente competitivo. O mercado europeu continua em baixa, onde algumas economias estão com problemas, mas o país se recupera com a América do Norte, Ásia e outras partes do mundo.

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