Que os nanotubos de carbono deverão estar presentes nos microprocessadores do futuro é virtualmente uma unanimidade. Mais ainda agora, que cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, conseguiram demonstrar sua utilização como interconexões no interior de um chip, em substituição aos fios de cobre ou alumínio.

"Nossas pesquisas anteriores mostraram que transístores de nanotubos podem operar em freqüências extremamente altas, mas as conexões entre os transístores eram feitas de fios de cobre um tanto lentos, criando um gargalo para os sinais elétricos," explica o professor Peter Burke, um dos desenvolvedores da nova técnica. "Nesta tecnologia, nós demonstramos que os nanotubos também podem rotear rapidamente os sinais eletrônicos de um transístor para outro, acabando com esse gargalo."

Na experiência, os nanotubos de carbono - minúsculas folhas de carbono enroladas, formando pequenos tubos fechados nas pontas - foram utilizados como conexões e apresentaram freqüências de operação de até 10 GHz.

A maioria das camadas dos chips modernos são dedicados inteiramente à fiação de interconexão, o que torna a velocidade na qual os elétrons fluem por essa fiação um fator importantíssimo na determinação da velocidade de funcionamento de todo o chip.

A indústria recentemente passou a utilizar fios de cobre, em vez de alumínio, pela sua melhor condutibilidade. A pesquisa agora apresentada, que aparece no exemplar de junho da revista Nano Letters, prova que a substituição do cobre pelos nanotubos poderá trazer ganhos muito maiores.

Mas esta adoção não deverá se dar imediatamente. Os cientistas ainda não conseguiram desenvolver técnicas que permitam a fabricação de nanotubos de carbono em larga escala e com alto nível de qualidade. Será justamente sobre esse ponto que os cientistas planejam agora voltar seus esforços.

Autor(es): Inovação Tecnológica

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