Projeto pode reduzir custos de transportes em até 25% no MercosulConhecido como Corredor do Mercosul, o transporte por via férrea pelo Rio Grande do Sul pode representar uma economia entre 20% e 25% de gastos em cargas para Argentina, Paraguai e Bolívia. A estimativa é do coordenador do projeto, o consultor João Manoel Bicca.

Hoje, a soja vinda do Paraguai é levada por caminhão até Paranaguá, no Paraná. A distância rodoviária entre Encarnación (um dos polos produtores) e São Luiz Gonzaga (RS) é de apenas 250 quilômetros. De lá, os grãos podem ser levados ao trem e seguir para o porto de Rio Grande. “O que é melhor, fazer 250 quilômetros de caminhão e pegar o trem ou fazer mil quilômetros de caminhão até o porto? Em São Luiz temos, ainda, o apoio do maior complexo de armazéns da Cesa, com capacidade para 85 mil toneladas”, questionou Bicca.

Já entre a Bolívia e o município argentino de San Tomé, trajeto que já tem uma ferrovia operada pela ALL, são 100 quilômetros para a carga chegar à ponte internacional de São Borja e entrar na ferrovia em São Luiz Gonzaga, que leva mais 600 km até a região portuária.

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A ALL demonstra interesse pelo projeto. Desde o ano passado, a companhia vem investindo mais de R$ 100 milhões na recuperação de trechos no estado, com uma meta para finalização em 2014. No entanto, reconhece que apenas reativar a operação dos trechos que estavam com “baixa intensidade” não é suficiente para garantir o crescimento da produção. “Esse crescimento só virá se outros crescimentos paralelos forem feitos e a ALL se dispõe a participar nesses investimentos, que seriam, por exemplo, para aumentar a capacidade de descarga em Rio Grande”, afirmou a gerente de relações corporativas, Renata Trevisan.

Além disso, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) trabalha na criação de um novo marco regulatório para estabelecer metas por trecho, fazer uma revisão tarifária e possibilitar a entrada de outras empresas de logística, mapeando a capacidade e a utilização das linhas.

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