Analistas e empresários mineiros acreditam que não há espaço para reajuste do aço no mercado doméstico brasileiro. Eles discordam do presidente da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), Rinaldo Campo Soares, que afirmou, no lançamento das ações da empresa na Bolsa Latibex, em Madri (Espanha), que a queda dos preços do aço poderá ser invertida nos próximos meses no mercado internacional em função da redução dos estoques internacionais.

Conforme o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o reajuste do minério de ferro em 71,5% neste ano pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) provocou um impacto de 15% do preço do aço. Já entre 2002 e 2004, o insumo acumulou alta de 148%, variação substancialmente maior que a de outros preços industriais e de todos os indicadores econômicos. O aço plano, especificamente, registrou evolução de 160% nos dois anos, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com fonte ligada ao setor, não há justificativas para a elevação do preço do aço no Brasil em curto prazo, uma vez que a diferença entre o valor da commodity no mercado doméstico e internacional é alta. "O preço no mercado externo caiu. Assim, fica mais atrativo importar, principalmente se houver novos reajustes aqui", disse. Aço: mercado interno não tem espaço para reajustes.

Autor(es): Diário do Comércio

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