A China anunciou planos de consolidar centenas de siderúrgicas e de proibir o controle de laminadoras por estrangeiros, em uma tentativa de formar uma indústria capaz de competir globalmente. O projeto prevê que as maiores laminadoras do país sejam responsáveis por metade da produção chinesa em 2010 e por 70% em 2020, de acordo com a política delineada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Observadores em Londres e Paris avaliam que a consolidação na indústria do aço chinesa pode dar sustentação aos preços globais na siderurgia. Além disso, eles afirmam que as regras que limitam o capital estrangeiro não impedirão que empresas européias estejam presentes na China, mesmo que com participações minoritárias.

"A consolidação deve ser boa para os preços do aço em todo o mundo", disse Roger Manser, da Steel Business Briefing. "As pequenas laminadoras chinesas têm vendido aço com preços mais baixos." O governo chinês "irá incentivar algumas grandes empresas a competir internacionalmente", disse o vice-chairman da Associação de Minério e Aço da China, Luo Bingsheng.

A idéia é criar duas grandes produtoras de aço até 2010, com capacidade de 30 milhões de toneladas cada, comparáveis à sul-coreana Posco, quinta maior siderúrgica do mundo. Outras empresas chinesas manteriam capacidade de 10 milhões de toneladas cada. Hoje, nenhuma companhia da China tem esse tamanho, mas a maior siderúrgica chinesa, a Baosteel, chegará perto disso em 2005, com 25 milhões de toneladas.

A rápida expansão da produção siderúrgica na China tem superado o crescimento da demanda, contribuindo para o aumento das exportações e queda de mais de 30% nos preços de alguns produtos de aço este ano. A intenção de Pequim é forçar fechamentos ou fusões entre as mais de 800 laminadoras, deixando as cinco maiores com um terço da produção total. Na Europa Ocidental, as cinco maiores respondem por três quintos da produção regional.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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