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Como foi o acidente nuclear de Chernobyl

Pior acidente com energia nuclear da história aconteceu em abril de 1986 e teve consequências não só na antiga União Soviética, mas em todo o mundo.

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Como foi o acidente nuclear de ChernobylO acidente nuclear de Chernobyl ocorreu em um sábado, dia 26 de abril de 1986, às 01:23:58 da manhã (horário local).

A usina central nuclear VI Lenin Memorial de Chernobyl estava localizada na atual Ucrânia, perto da cidade de Pripyat, construída especialmente para moradia dos funcionários e suas famílias. A planta estava em uma área arborizada pantanosa perto da fronteira entre a Ucrânia e a Bielorrússia, a aproximadamente 18 quilômetros a noroeste da cidade de Chernobyl e 100 km ao norte de Kiev, capital da Ucrânia.

A central nuclear de Chernobyl incluía quatro reatores nucleares, cada um capaz de produzir um gigawatt de energia elétrica. No momento do acidente, os quatro reatores produziam cerca de 10% da eletricidade utilizada na Ucrânia.

A construção da usina de Chernobyl começou na década de 1970. O primeiro dos quatro reatores foi encomendado em 1977 e o último começou a produzir energia em 1983. Quando o acidente ocorreu em 1986, dois outros reatores nucleares estavam em construção.

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Em 26 de abril de 1986, a equipe operacional planejou testar se as turbinas do reator de número 4 poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas de resfriamento em execução até que o gerador de diesel de emergência fosse ativado em caso de uma perda de energia externa. Durante o teste, a força aumentou inesperadamente, provocando uma explosão e elevou a temperatura no reator para mais de 2000 graus Celsius de ponto de fusão das barras de combustível, acendendo o revestimento de grafite do reator e libertando uma nuvem de radiação para a atmosfera.

As causas precisas do acidente ainda são incertas, mas acredita-se que a série de incidentes que levaram à explosão, incêndio e fusão nuclear em Chernobyl foi causada por uma combinação de falhas de concepção de reatores e de erro de operação.

Reator número 4 de Chernobyl após explosão

Reator número 4 de Chernobyl após explosão

Em meados de 2005, menos de 60 mortes estavam ligadas diretamente a Chernobyl, na sua maioria trabalhadores que foram expostos à radiação de forma maciça durante o acidente ou crianças que desenvolveram câncer de tireoide.

As estimativas do número de mortos eventual de Chernobyl variam amplamente. Um relatório de 2005 do Fórum Chernobyl e oito organizações da ONU estimou que o acidente acabaria por causar cerca de 4 mil mortes. Já o Greenpeace coloca o número em 93 mil mortes, com base em informações do Instituto Nacional e Academia de Ciências da Bielorrússia.

A Academia Nacional de Ciências da Bielorrússia estima que 270 mil pessoas na região ao redor do local do acidente irão desenvolver câncer como resultado da radiação de Chernobyl e que 93 mil destes podem ser fatais.

Além disso, os danos para o meio ambiente foram muito além: precipitação radioativa transportada pelo vento foi mais tarde encontrada em ovinos no Reino Unido, na roupa usada por pessoas de toda a Europa e na chuva nos Estados Unidos.

Escola deserta após acidente nuclear na Ucrânia

Escola deserta após acidente nuclear na Ucrânia

Outro relatório do Centro para a Avaliação Ambiental Independente da Academia de Ciências Russa descobriu um aumento dramático na mortalidade desde 1990, com 60 mil mortes na Rússia e cerca de 140 mil mortes na Ucrânia e Bielorrúsia, provavelmente devido à radiação de Chernobyl.

O maior desafio para as comunidades ainda lidando com as conseqüências de Chernobyl é o dano psicológico para 5 milhões de habitantes da Bielorrúsia, Ucrânia e Rússia.

O acidente de Chernobyl custou à ex-União Soviética centenas de bilhões de dólares e alguns observadores acreditam que o fato possa ter apressado o colapso do governo soviético. Após o acidente, as autoridades soviéticas assentaram mais de 350 mil pessoas fora das áreas mais críticas, incluindo todas as 50 mil pessoas de Pripyat nas proximidades, mas milhões de pessoas continuam a viver em áreas contaminadas. Após a dissolução da União Soviética, muitos projetos destinados a melhorar a vida na região foram abandonados e os jovens começaram a se afastar para seguir uma carreira e construir novas vidas em outros lugares.

Depois do acidente, o reator número 4 foi selado, mas o governo ucraniano permitiu que os outros três reatores continuassem operando porque o país precisava da energia que eles forneciam. O reator 2 foi fechado após um incêndio em 1991 e o reator 1 foi desmantelado em 1996. Em novembro de 2000, o presidente ucraniano desligou o terceiro e último equipamento em uma cerimônia oficial que finalmente fechou a instalação de Chernobyl. Mas o reator número 4, que foi danificado durante a explosão de 1986, ainda está cheio de material radioativo envolto no interior de uma barreira de concreto, chamado de sarcófago, que precisa de ser substituído. Vazamento de água no reator transporta material radioativo em toda a instalação e ameaça se infiltrar nas águas subterrâneas.

O sarcófago foi projetado para durar cerca de 30 anos e os projetos atuais criariam um novo abrigo com uma vida útil de 100 anos. Mas a radioatividade no reator danificado teria de ser contida por 100 mil anos para garantir a segurança no local, o que representa um desafio não só para hoje, mas por muitas gerações futuras.

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