Novos estudos para ampliar a produção da CST e da Belgo já estão em planejamento. A criação da Arcelor Brasil, formada pelos ativos do grupo europeu Arcelor no País (Belgo Mineira, Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST e Vega do Sul) animou os ânimos da companhia. O presidente da Arcelor, Guy Dollé, anunciou investimento de US$ 4 bilhões para ampliar a produção no País, entre 2005 e 2010. A novidade fica por conta de dois novos aportes na Belgo e na CST.

O presidente da Arcelor Brasil e da CST, José Armando de Figueiredo Campos, afirmou que a empresa planeja ampliar a produção da CST dos 7,5 milhões de toneladas - que serão alcançadas em julho de 2006 - para 9 milhões de toneladas anuais, em 2009. "Os estudos estão em andamento e a ampliação será feita apenas com otimizações, mas ainda depende do comportamento do mercado", disse Campos, para quem a criação da Arcelor Brasil, cuja sede será em Belo Horizonte (MG), facilitará o acesso a financiamentos.

Já o vice-presidente da Arcelor Brasil e presidente da Belgo, Carlo Panunzi, disse que a empresa também planeja ampliar a produção em outras 2 milhões de toneladas de aços longos, a partir de 2012, quando a Belgo terá capacidade para 6,3 milhões de toneladas anuais no País e 1,7 milhão na Argentina.

Desses US$ 4 bilhões, US$ 800 milhões já estão sendo investidos na CST e US$ 100 milhões serão aplicados na Acindar, controlada da Belgo na Argentina. A CST está sendo ampliada das atuais 5 milhões para 7,5 milhões de toneladas anuais, e a Acindar será expandida de 1,3 milhão para 1,7 milhão de toneladas. "Esse aporte foi aprovado nesta semana", disse Panunzi. Os recursos também servirão para ampliar a produção de bobinas a quente da CST e na Sun Coqueria Tubarão, joint venture com a Belgo para a produção de 1,5 milhão de toneladas de coque, acoplada a uma termelétrica com capacidade para 770 MW. A Vega do Sul terá sua produção ampliada de 880 mil toneladas para 1,3 milhão de toneladas anuais.

Na Belgo, os aportes serão para duplicar a produção em Monlevade e Juiz de Fora (MG) e ampliar em 50% em Vitória (ES), o que totalizará as 6,3 milhões de toneladas por ano. Todas as ampliações na Belgo serão finalizadas entre 2010 e 2012, informou Panunzi.

Maior siderúrgica da América Latina em volume de vendas e receita líquida, a Arcelor Brasil nasce com uma capacidade de produção de 11 milhões de toneladas anuais, receita líquida de US$ 4,26 bilhões, lucro líquido de R$ 1,9 bilhão e volume de vendas de 9,46 milhões de toneladas - todos números de 2004. A empresa está posicionada entre os seis maiores grupos privados do País, com um valor de mercado de R$ 14,8 bilhões, segundo a Bloomberg. Sua criação trará ganhos de sinergias anuais de US$ 70 milhões a partir de 2006. "Serão sobretudo ganhos financeiros, de compras, vendas e distribuição", disse Panunzi.

Segundo Guy Dollé, Brasil, Rússia, Índia e China formam o foco do grupo e são onde ele pretende, no futuro, concentrar 50% de seus negócios. "Novas aquisições da Arcelor na América Latina deverão ser feitas pela Arcelor Brasil", disse o diretor de finanças da Arcelor, Michel Wurth.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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