desastre da mina SagoDesastre da mina Sago. Foi assim que ficou conhecido um acidente de proporções trágicos ocorrido na mina Sago, em Upshur County, Virgínia do Oeste, EUA. Nas primeiras horas da manhã de 2 de Janeiro de 2006, uma explosão destruiu a mina de carvão, matando mais de 10 pessoas e deixando um dos mineiros completamente impossibilitado de voltar ao trabalho. A explosão, que foi sentida a mais de cinco quilômetros de distância, na cidade de Buckhannon, desabou uma parte da mina, prendendo uma equipe de mineiros embaixo dos escombros. Quando a poeira baixou, um mineiro morreu e mais 12 ficaram presos sob os escombros. Nos dois seguintes ao acidente, mais um dos mineiros restantes sucumbiria lentamente à falta de oxigênio.

As equipes de resgate da Administração de Saúde e Segurança de Minas (MSHA) não conseguiram acessar o local do desastre até quatro horas após as explosões. Até 22 horas, naquela noite, a multidão, que se aglomerava no local, assistia a tudo de forma impotente. A equipe pré-formada da MSHA não fazia nenhum esforço de resgate. Os altos níveis de monóxido de carbono impediam as tentativas de resgate, e os parentes se desesperavam ao saber que os trabalhadores estavam presos dentro das nuvens de gás tóxico. Nas próximas 24 horas, as tentativas de resgate foram intermitentes, terminando com a descoberta dos restos mortais de 12 mineiros e um sobrevivente gravemente ferido na manhã de 4 de janeiro de 2006.

Parente de uma das vítimas

Parente de uma das vítimas

A ineficácia das tentativas de salvamento por parte da MSHA, combinada com os desentendimentos com a Associação dos Trabalhadores de Minas (UMWA) levou a várias escaramuças legais entre os grupos nos meses seguintes ao desastre na mina Sago. Mesmo após a UMWA ser legalmente autorizada a participar da investigação sobre a causa da explosão, os representantes tiveram acesso negado a muitos documentos e transcrições de entrevistas. O UMWA continuou a discordar fortemente da explicação oficial, afirmando que a explosão foi causada por um raio, na entrada da mina. Isto, supostamente, provocou a explosão num bolsão de gases metano.

Poucas horas depois do desastre, a pequena comunidade em Virgínia do Oeste foi inundada pela mídia nacional e internacional. Esses repórteres, não acostumados com as normas culturais da área rural, foram vistos como invasivos, rudes e antipáticos. O abismo entre os habitantes locais e os meios de comunicação tornou-se intransponível, depois que relatos equivocados foram espalhados de que 12 dos mineiros foram encontrados vivos. Depois disso, os repórteres encontraram muita hostilidade.
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A atenção da mídia internacional levou a algumas pequenas alterações nas leis de segurança de operação nas minas, mas não houve verdadeiras mudanças radicais. O efeito mais notável foi o fechamento da mina, que reabriu menos de três meses após o desastre. A mina fechou suas portas permanentemente após um ano de operação, alegando falta de lucros. Os moradores viram a reabertura da mina como um grande absurdo, e o companhia de mineração Wolf Run finalmente encontrou dificuldades para executar uma operação de mineração completa sem trabalhadores.

Autor(es):
Editora

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