Acordo com os fundos de pensão prevê a compra de 30% do capital da empresa brasileira. A Arcelor, segundo maior grupo siderúrgico mundial, com sede em Luxemburgo, fez um acordo com os fundos de pensão, Previ, do Banco do Brasil e Petros, da Petrobras, para comprar a participação acionária que ambos detêm na brasileira Acesita - 30% das ações de controle da empresa.

Pelo acordo, que foi assinado pela Usinor, subsidiária integral da Arcelor, os fundos de pensão outorgaram à empresa uma opção de compra de ações da Acesita, cujo prazo de exercício termina em 31 de dezembro deste ano. O preço da opção será determinado com base no fluxo de caixa descontável da Acesita. Para fazer essa avaliação, a Usinor contratou o Morgan Stanley e os fundos, o Crédit Suisse First Boston.

A compra faz parte da estratégia do grupo Arcelor de aumentar sua participação no mercado de aço inox da América Latina. Com a aquisição, o grupo Arcelor - que hoje é dono de 39% das ações do controle e 28% do capital total da siderúrgica brasileira - será o novo controlador da Acesita.

Com o controle na mão, a Arcelor poderá ampliar o investimento no aumento da participação da Acesita na produção de aço inox do grupo - atualmente de 30% - de acordo com a analista Luciana Doria, da HSBC Corretora.

O anuncio do acordo teve efeito positivo sobre as ações da Acesita, negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Acesita PN subiu 5,42% e foi um das maiores alta do Ibovespa, principal índice de preços da bolsa.

Para os acionistas, a compra da Acesita pela Arcelor é bem vinda porque aumenta o valor de mercado da empresa. Além disso, porque abre a possibilidade de que façam parte de um grupo internacional, conhecido por tratar muito bem seus acionistas, disse Doria.

Como será a integração da Acesita no grupo ainda não está definido. É parte de um segundo passo da reorganização societária que o grupo está fazendo no Brasil. O primeiro passo, foi a criação da holding Arcelor do Brasil. Não está definido, por exemplo, se as ações da Acesita serão trocadas por papéis da Arcelor do Brasil, acrescentou a analista.

A Arcelor do Brasil foi criada a partir de uma reorganização societária das controladas da Arcelor no País: a Belgo-Mineira, a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e a companhia de capital fechado, Vega do Sul. A reorganização prevê a transformação de todas as ações preferenciais da Belgo em ordinárias e a incorporação pela empresa das controladas CST e Vega Sul.

Pelo que foi divulgado, a Arcelor espera ter entre dois terços e três quartos da nova empresa. A relação de troca de papéis foi baseada no valor econômico-financeiro das empresas definido pelos bancos UBS e Deutsche Bank. Cada 9,32 ações preferenciais ou ordinárias da CST serão trocadas por 1 ação ordinária da Belgo. Os acionistas da CST também poderão receber sua parte em dinheiro (se assim o desejarem), o que aumentaria a fatia da Arcelor na nova empresa.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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