Próximo líder do México quer mais comércio com o BrasilDuas das maiores economias da América Latina devem estreitar os laços de comércio internacional, em vez de reduzir os fluxos. A declaração é do presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, em crítica velada à restrição brasileira na importação de carros mexicanos.

O Brasil modificou um pacto com o país em março aumentando a cota para importação de carros fabricados no México, uma medida que muitos viram como um retorno a políticas protecionistas do passado.

O México concordou em reduzir suas vendas de automóveis para o Brasil para cerca de 1,55 bilhões dólares por ano entre 2012 e 2014. Veículos dentro da cota pode entrar livres de imposto; aqueles acima da cota estão sujeitos a um imposto de 35%.

O Brasil teve um déficit comercial com o México em grande parte devido às importações de carros mexicanos, causando tensões em suas relações comerciais.

A solução para o conflito comercial, disse Pena Nieto após uma reunião com Dilma Rousseff, é aumentar o comércio, criar novos incentivos e alcançar uma balança comercial mais equilibrada pelo aumento das exportações brasileiras para o México.

"Esse é o caminho a seguir: em vez de limitar o comércio, devemos aumentar", disse Pena Nieto a repórteres.

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A agência de notícia internacional Reuters informou, na quarta-feira, que o Brasil considera elevar a cota, potencialmente permitindo que exportadores mexicanos vendam cerca de 350 milhões de veículos adicionais para o mercado brasileiro anualmente.

Um porta-voz do Ministério de Comércio Brasil não confirmou ou negou, mas disse que não há negociações em curso sobre a questão e, em qualquer caso, tais negociações não aconteceriam até o futuro presidente assumir o cargo em 1 de dezembro.

Lobistas empresariais estão esperançosos em relação aos dois países. Depois de 15 anos de tentativas, a aproximação poderia significar a aprovação de um acordo de livre comércio conjunto no governo Pena Nieto.

(Com informações da Reuters)

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