A direção mundial da ThyssenKrupp, na Alemanha, decidiu dar sinal verde para a continuidade do projeto de construção da usina siderúrgica no Brasil, em Sepetiba (RJ). O investimento do grupo na CSA - Companhia Siderúrgica Atlântica será de US$ 1,8 bilhão. Parceira da Thyssen no projeto, a Vale do Rio Doce terá 10% na usina.

A CSA que está prevista para entrar em operação em 2008 irá produzir 4,4 milhões de toneladas métricas de placas de aço para exportação. Os investimentos envolvem a construção de terminais portuários, coqueria e termelétrica de 250 kW.

Apesar de jornais brasileiros terem publicado que a decisão está 100% acertada, o press release liberado pelo grupo alemão frisa que a "decisão final será tomada nas próximas reunião do corpo de supervisores, após a clarificação de vários fatores externos".

Se confirmado, este será o primeiro dos megaprojetos siderúrgicos em estudo no Brasil a sair do papel. Os outros três - todos com participação da Vale do Rio Doce - correm o risco de ser engavetados. O da USC - Usina Siderúrgica do Ceará, em parceria com a italiana Danielli e a coreana Dongkuk Steel, enfrenta dificuldades para o acerto do fornecimento de gás. No Maranhão, a usina em parceria com a chinesa Baosteel está emperrada por problemas ambientais, além de o estudo de viabilidade apresentar custo cerca de 20% maior que o previsto. Já a parceria com a coreana Posco, também no Maranhão, não deve sair, segundo analistas, principalmente porque os coreanos acabam de acertar um investimento de US$ 12 bilhões para a construção de uma usina na Índia.

Autor(es): Usinagem Brasil

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