Finalmente, a tecnologia brasileira Tecnored entrará em operação prática. A Aços Villares (integrante do grupo espanhol Sidenor) investirá R$ 35 milhões na construção de usina utilizando a nova tecnologia em Pindamonhangaba (SP), na unidade industrial que já possui na cidade, com capacidade para 75 mil toneladas anuais na primeira fase.

A Tecnored é uma tecnologia de auto-redução, que possiblita a produção de ferro-gusa a partir de fornos pequenos e modulares. Não necessita de minério granulado e coque para a obtenção de gusa, podendo utilizar matérias-primas menos nobres e econômicas, como resíduos siderúrgicos, finos de ferro e carvão, lama siderúrgica e pós metálicos. Sem necessitar de coqueria e sinterização - as unidades mais poluentes do processo siderúrgico -, o processo é ambientalmente amigável.

A tecnologia foi desenvolvida nos anos 60 e 70, em universidades brasileiras, e já esteve para ser colocada em prática em algumas oportunidades, no Brasil e nos EUA, mas fatores externos – leia-se Plano Collor e os ataques de 11 de setembro – acabaram adiando os projetos. O passo decisivo para a entrada em operação ocorreu em novembro de 2004, quando a Villares decidiu adquirir parte do capital da TecnoLogos, proprietária da tecnologia Tecnored.

A capacidade do primeiro módulo equivale a cerca de 10% das necessidades da Villares, que – para produzir aço - consome atualmente cerca de 800 mil toneladas anuais de sucata, ferro-gusa e ferro-ligas. A Aços Villares aguarda a obtenção da licença ambiental para iniciar a construção da usina, que deverá entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2006.

Segundo a empresa, essa será a primeira usina mundial de ferro-gusa por meio do processo Tecnored, que consiste no aproveitamento de materiais como finos de minério de ferro e carvão, resíduos, lamas e pós metálicos. Essa tecnologia pertence a holding brasileira Tecno-Logos, empresa na qual a Aços Villares possui participação acionária.

Uma segunda usina com a tecnologia será construída no Canadá por uma empresa local, com financiamento de US$ 4,1 milhões do Sustainable Development Technology Canadá (SDTC).

Autor(es): Usinagem Brasil

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