Usiminas tem planos de investir em nova usinaA Usiminas, siderúrgica que detém 52% do mercado brasileiro de aços planos, tem entre seus planos estratégicos investir em uma nova fábrica nos próximos cinco anos. "Considerando o crescimento de demanda esperado no País, é uma possibilidade cabível e está em estudos", afirmou o diretor de finanças e relações com investi-dores da empresa, Paulo Penido, na última sexta-feira, na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

O executivo, porém, sinalizou que a implantação de uma nova fábrica poderia ocorrer fora do País. "De acordo com o crescimento e comportamento do mercado, podemos iniciar o planejamento de uma unidade fabril aqui ou no exterior", disse. Hoje, os países mais competitivos para a instalação de uma usina de aços planos, segundo ele, são o Brasil, Estados Unidos e Rússia, devido ao fornecimento garantido de matéria-prima.

"Por outro lado, a Rússia não seria tão atrativa, já que possui ao seu redor países que podem fornecer aços planos com preços bem inferiores. Os Estados Unidos seriam uma alternativa interessante, pois o preço nesse mercado é bom e não há concorrência próxima com preços mais baixos." Ele observou que a siderúrgica não pretende entrar no setor de mineração e não revelou qual o montante necessário para a implantação de uma usina.

Em relação a oferta, demanda, produção e preços do aço e de produtos siderúrgicos, Penido afirmou que espera a normalização do mercado a partir do quarto trimestre, com o fim dos estoques acumulados desde o final de 2004. A curva de preços do Brasil, entretanto, ele disse, está defasada em relação ao mercado internacional. "O preço internacional caiu, mas o local ainda não. Estamos em processo de negociação com os clientes e a tendência é que eles acompanhem o mercado externo."

"A demanda deve cair até 5,5% nesse ano, mas vindo de uma situação atípica, que foi em 2004, é muito bom." No ano passado, houve uma acumulação atípica de estoques no mundo, principalmente, por causa da ameaça de desabastecimento. A demanda registrada pela Usiminas teve queda de 12% no segundo trimestre (em comparação ao primeiro). A estimativa para o terceiro trimestre é queda de 6%, em relação ao segundo. "Já no quarto trimestre estimamos uma demanda de cerca de 2,3 milhões de toneladas, que já é um quadro normalizado."

Mesmo prevendo uma margem Ebitda até 12 pontos percentuais menor do que os 47% registrados no segundo trimestre deste ano, a direção da Usiminas estima que 2005 será bom e que a empresa deve alcançar o segundo melhor ano de sua história. "Nossa média de margem Ebitda entre 1999 e 2003 foi entre 31% e 35%. Se voltássemos a isso, ainda estaríamos em uma situação confortável e teríamos o segundo melhor resultado da companhia."

Autor(es): Gazeta Mercantil

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