Os três parques eólicos que a Ventos do Sul Energia S.A. vai construir em Osório (RS), com capacidade de geração total de 150 MW, formarão o maior conjunto eólico do País e o segundo maior do mundo. O BNDES aprovou financiamento de R$ 465 milhões para o projeto, que corresponde a 69% do total do investimento. R$ 105 milhões serão liberados diretamente pelo BNDES e outros R$ 360 milhões repassados através de um consórcio de bancos, formado pelo Banco do Brasil, Santander, ABN Amro, BRDE Caixa do Rio Grande do Sul e Banrisul.

O projeto do parque eólico de Osório, realizado no âmbito do Proinfa é o primeiro aprovado pelo BNDES para esse tipo de geração de energia. Atualmente, o Banco tem em carteira outros sete projetos eólicos, que somam investimentos totais de R$ 1,4 bilhão com previsão de financiamento de R$ 821,4 milhões.

Na avaliação do BNDES, um dos méritos dos investimentos em energia eólica é a sua contribuição para a diversificação da matriz energética brasileira com uma fonte de recursos renovável, sem risco hidrológico. Além disso, o parque eólico reduzirá a emissão de gases do efeito estufa por MW/hora de energia gerada no sistema interligado, criando, com isso, um potencial de geração de créditos de carbono.

A Ventos do Sul S.A é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), criada com a finalidade de construir três parques eólicos, denominados Parque Eólico dos Índios, de Osório e de Sangradouro. A SPE - que possui um contrato de compra e venda de energia com a Eletrobrás por um prazo de 20 anos, a partir do segundo semestre de 2006, quando as usinas entrarão em operação - é composta por três empresas: a espanhola Enerfin Enervento S.A (controlada pela Elecnor), a brasileira Wobben Windpower (fabricante de aerogeradores e subsidiária do grupo alemão Enercon, que fornecerá os equipamentos do projeto), e a CIP Brasil (constituída por dirigentes da Ventos do Sul).

No Brasil, já existem 28,6 MW instalados de energia eólica, em 11 empreendimentos, equivalentes a 0,03% da capacidade de geração de energia do País. Com o Proinfa, haverá um salto significativo na capacidade instalada brasileira em energia eólica, pois foram selecionados 53 projetos, em nove estados, totalizando 1,4 mil MW de potência instalada.

No mundo, a capacidade instalada de energia eólica era, em 2003, de 40 mil MW, sendo os principais países produtores a Alemanha (14,6 mil MW), EUA (6,4 mil MW), Espanha (6,2 mil MW) e Dinamarca (3,1 mil MW). Na Dinamarca, 12% da energia elétrica consumida é proveniente de fonte eólica. No norte da Alemanha, a participação desse tipo de energia na geração total já ultrapassou os 16%. Na União Européia, a meta é gerar 10% de toda a eletricidade a partir do vento até 2030, o que deverá proporcionar economia de escala aos fabricantes de equipamentos, resultando em custos de investimentos mais competitivos no longo prazo.

Autor(es): BNDES

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