A Gerdau Aços Especiais Piratini, localizada em Charqueadas, receberá R$ 260 milhões, e a Gerdau Riograndense, em Sapucaia do Sul, os outros R$ 550 milhões. Destes recursos, 35% virão do próprio grupo e o restante terá como fonte de financiamento o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e fornecedores.

Os novos investimentos na usina de Charqueadas, que acaba de ser duplicada para uma capacidade de 500 mil toneladas por ano de produtos acabados, consistem na implantação de um novo lingotamento contínuo, além da modernização do laminador 2, o que possibilitará trabalhar com tarugos maiores. A aciaria, diz o diretor-executivo da Aços Especiais Piratini, Cláudio Mattos Zambrano, "é hoje um gargalo de produção, fazendo com que tenhamos que trazer tarugos da Açominas".

Na Gerdau Riograndense, os planos incluem novos equipamentos para melhorar a produtividade da laminação e uma nova linha de galvanização. "Também vamos instalar uma supermáquina de tratamento de sucata, com capacidade para reciclar duas mil toneladas por dia", diz o presidente do grupo, Jorge Gerdau Johannpeter, lembrando que a Gerdau é a maior recicladora de sucata da América Latina.

Outros R$ 200 milhões em investimentos estão em andamento nessa unidade. Os recursos estão sendo aplicados, por exemplo, em uma nova máquina de trefilar. Segundo Zambrano, na laminação a usina poderá ter uma produtividade até 15% superior em relação a atual, de 400 mil toneladas por ano. A Gerdau Riograndense tem seu maior mercado no agronegócio.

A Gerdau Aços Especiais Piratini, por sua vez, recebeu R$ 448 milhões em investimentos nos desde 1997 para ser duplicada pela segunda vez desde que o grupo assumiu o controle da usina, em 1992. "Quando a compramos, ela era a última escolha dos clientes. Hoje, é a primeira", diz Johannpeter, referindo-se à evolução da qualidade dos produtos. Os principais investimentos foram feitos na aciaria, num novo forno elétrico a arco, em laminação e acabamento.

Johannpeter observa que os últimos e os próximos investimentos feitos na usina de Charqueadas se justificam principalmente pelo bom momento do setor automobilístico, que absorve 80% dos aços especiais dessa unidade. Entre janeiro e agosto, a produção de veículos no Brasil cresceu 14,2%, enquanto as exportações evoluíram 31,5%, ele relembra.

A Gerdau já estuda planos de investimentos na Sipar Aceros, usina argentina cujo grupo assumiu o controle na última sexta-feira ao comprar mais 40,49% das ações da empresa, por US$ 40,5 milhões, passando a deter 83,77% das ações. A controlada tem capacidade para fabricar 220 mil toneladas por ano de laminados. Segundo Johannpeter, a Gerdau planeja investir em uma aciaria nessa usina, com o objetivo de elevar a sua participação no mercado argentino, que hoje está em aproximadamente 20%.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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