Nanopartículas de óxido de zincoAs nanopartículas de óxido de zinco, ZnO, são uma forma de óxido de zinco em que o composto é formado em partículas individuais com tamanho bem reduzido de 20 nanômetros de diâmetro.

As partículas são transparentes, o que efetivamente faz com que filtrem as luzes ultravioleta A (UVA) e ultravioleta-b (UVB). São então revestidas com silicone inerte ou camadas de óxido de alumínio e tendem a se aglutinarem em grupos com 200 a 500 nanômetros de diâmetro. Em comparação, o diâmetro médio de uma hemácia do sangue humano é de 100 nanômetros.

Os usos do óxido de zinco em nanopartículas inclui bloqueadores solares em cremes e loções, como um composto antibacteriano e fungistático adicionado aos revestimentos transparentes como verniz para superfícies de madeira, revestimento ultravioleta (UV) protetor em filmes de plástico para janelas e óculos e em tecidos feitos a partir de polímeros sintéticos.

Um dos usos mais antigos e mais controversos de nanopartículas de óxido de zinco é como um agente de bloqueio dos raios ultravioletas do sol em protetores solares. O tamanho específico das partículas do óxido de zinco no filtro solar, e não a natureza química do próprio composto, é o que constitui um risco para a saúde humana. Isto porque, em uma escala tão pequena, as nanopartículas têm uma área de superfície muito maior em comparação com a sua massa líquida, o que pode torná-las substâncias altamente reativas.

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O tamanho diminuto das partículas lhes permite passar a barreira sangue-cérebro, onde, em estudos com animais de laboratório, têm sido revelado que "matam" as células estaminais neurais (NSC formativas). Estas células são responsáveis ​​pela regeneração de neurônios no cérebro humano e a sua destruição pode conduzir a eventuais perturbações cerebrais degenerativas.

A investigação sobre o perigo das nanopartículas de óxido de zinco, que estão presentes também em alguns alimentos, assim como muitos produtos usados para o cuidado da pele, ainda está em seus estágios iniciais. Algumas pesquisas sugerem que as partículas de tamanho acima de 30 nanômetros não representam qualquer risco aumentado significativo para a saúde, enquanto outro levantamento descobriu que toda a gama de tamanhos de nanopartículas de óxido de zinco possui perigos.

Óxido de zinco em nanopartículas visto sob o microscópio

Óxido de zinco em nanopartículas visto sob o microscópio

Os produtos em que são mais frequentemente utilizados, como géis ou pomadas com óxido de zinco, destinam-se a ser aplicados na superfície da pele. Partículas acima de 30 nanômetros não podem passar para níveis mais profundos de tecido; no entanto, se forem ingeridas, representam riscos para o sangue, tecido pulmonar e cérebro. Uma vez que muitas preparações industriais de nanopartículas de óxido de zinco estão sob a forma de pó branco seco, o maior risco de inalação dessas substâncias é incidental.

O preparo comercial de nanopartículas de óxido de zinco pode ser feito de maneira que não ocorra a aglomeração e as partículas individuais permaneçam separadas umas das outras. Isto dá a elas maior versatilidade, já que podem ser aplicadas em camadas muito finas sobre a superfície do tecido ou outros materiais, e aumento dos riscos de inalação ou ingestão humana.

Os revestimentos superficiais sobre as partículas podem também ser feitos para serem hidrófobos ou hidrófilos, dependendo das necessidades específicas, e podem ser fabricados com um diâmetro de 20, 40, ou 60 nanômetros.

Sua utilização em diversos processos de manufatura em que efeitos anti-corrosão, anti-bactericida e catalíticos são requisitados, continua a torná-los um foco na indústria atualmente.

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