A Norddeutsche Affinerie AG descobriu nas sobras do refino de cobre, sua atividade principal, uma nova tecnologia em energia solar. A partir de índio e selênio, dois elementos químicos encontrados no cobre bruto, e no próprio cobre depois de refinado, a empresa alemã desenvolveu uma fita solar flexível. A expectativa é que o novo produto da empresa entre no mercado dentro de três anos. A Norddeutsche detém 40% do mercado de cobre na Europa e assinou um contrato de fornecimento no Brasil, a partir deste ano, para comprar 70 mil toneladas do metal por ano, o que vai representar 7% de suas aquisições. O maior fornecedor da empresa é o Chile, que responde por 35% do fornecimento.

Segundo Franz Wauschkuhn, assessor da Norddeutsche, a descoberta da fita solar flexível ocorreu há três anos, em pesquisas feitas com as sobras do processo de refino do cobre. Ele afirma que as principais vantagens do material são a flexibilidade, o que torna mais fácil a aplicação em relação aos painéis fotovoltáicos tradicionais feitos a base de silício, por exemplo, e também uma eficiência de 10% na obtenção de energia solar conversível em energia elétrica. De acordo com Franz Wauschkuhn, o custo da fita solar é de € 0,30 por kW/h de energia.

Representantes da Norddeutsche Affinerie participaram em São Paulo de uma palestra promovida pela Câmara Brasil-Alemanha sobre sua atuação no mercado mundial de cobre e a nova tecnologia solar desenvolvida pela empresa. Segundo Wauschkuhn, representantes da empresa estiveram no Chile e o objetivo destas visitas é prospectar parceiros para a comercialização das fitas solares flexíveis. O assessor afirma que a empresa possui seis patentes registradas sobre o equipamento para geração de energia elétrica com base na energia solar e tem intenção de formar joint ventures ou contratos de representação no Brasil, no Chile e em outros países da América do Sul, além de fornecer o material também para grandes empresas do setor.

Segundo Wauschkuhn, as fitas solares apresentam também a mobilidade como vantagem em relação aos painéis fotovoltáicos tradicionais. O assessor afirma que as fitas solares podem ser colocadas sobre o capô de automóveis ou sobre o teto de casas, por exemplo, e levadas em viagens para garantir o fornecimento de energia em regiões sem ligação com a rede de distribuição elétrica. Também podem alimentar baterias para armazenar energia.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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