A Robert Bosch venceu o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, categoria produto, pelo desenvolvimento da tecnologia Flex Fuel (sistema capaz de reconhecer e adaptar, automaticamente, as funções de gerenciamento do motor de um carro para qualquer proporção de mistura de álcool e gasolina que esteja no tanque). Promovido desde 1998, o prêmio visa estimular os esforços inovadores das empresas no campo tecnológico.

"Para nós é uma satisfação muito grande receber esse prêmio, já que é o reconhecimento do trabalho pioneiro realizado pelos nossos engenheiros no desenvolvimento do sistema Flex Fuel que revolucionou a indústria automotiva brasileira", diz Besaliel Botelho, vice-presidente Unidade de Sistemas a Gasolina da Robert Bosch América Latina.

O desenvolvimento da tecnologia Flex Fuel foi realizado pela equipe de engenharia do Centro de Competência Mundial para Desenvolvimento e Aplicação de Sistemas para Combustíveis Convencionais e Oxigenados, na sede da Bosch em Campinas (SP).

O Centro tornou-se conhecido internacionalmente por desenvolver componentes específicos para uso de álcool em 1983, lançando em 1993 o primeiro sistema de injeção de combustível multiponto a álcool do mundo. Em 1992, voltou a chamar a atenção por desenvolver a tecnologia Flex Fuel, motivados pela crise de combustível que então o País enfrentava. Em 1994, a Bosch apresentou o primeiro carro movido a álcool e gasolina. Neste mesmo ano, os engenheiros publicaram no Congresso da SAE Brasil um resumo das pesquisas e os primeiros resultados conseguidos.

O protótipo, que tinha motor original a álcool, foi adaptado para o sistema Flex Fuel e rodou um total de 165 mil quilômetros, realizando testes até o ano 2000. Além dele, foram feitos vários outros protótipos nos quais a empresa realizou avanços no desenvolvimento da tecnologia.

Em 2005, a Robert Bosch participa de um total de 10 lançamentos de veículos com a tecnologia Flex Fuel. Devido ao seu know-how no desenvolvimento de componentes automotivos para o uso de álcool combustível, a empresa ainda é fornecedora preferencial dos sistemas de alimentação para carros que rodam com o derivado da cana e a gasolina, detendo 95% deste mercado no Brasil.

Autor(es): Usinagem Brasil

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