Após entrar como parceira da Usina Siderúrgica Ceara Steel, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) avalia novos projetos que podem ser desenvolvidos no Nordeste. O presidente da CVRD, Roger Agnelli, vê potencialidades para a empresa, na Região, nas áreas de energia, como usinas térmicas movidas a carvão, e de minerais, entre eles o calcário e o cobre. 'Ainda estamos analisando questões como logística, engenharia e localização nesses futuros projetos para o Nordeste', explica Agnelli, sem dar detalhas em que locais ficariam esses empreendimentos.

O executivo explica que a CVRD entrou com 15% do capital da Ceara Steel (sem contar os financiamentos). 'Algo em torno de US$ 25 milhões.' Além desses recursos, a Vale ficará responsável também pelo fornecimento de pelotas (minério de ferro) para a Siderúrgica. 'As pelotas virão, principalmente, de São Luís, no Maranhão', explica.

Já a italiana Danieli investirá outros US$ 45 milhões na Usina e fornecerá a tecnologia para o seu funcionamento. E a Dongkuk, que é a maior compradora de aço do mundo, irá adquirir 50% da produção da Ceara Steel, pelo prazo de 20 anos. Os sul-coreanos também aplicarão US$ 90 milhões de capital próprio no empreendimento.

A Ceara Steel contará ainda com gás e energia pelo prazo de 20 anos. Os contratos foram firmados, este ano, com a Petrobras - que garantirá 1,8 milhão de metros cúbicos de gás por dia, e com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que fornecerá 200 megawatts médios de energia e potência. 'A Usina consumirá 25% de toda a energia utilizada no Ceará', acrescenta o secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE), Régis Dias. (OS)

Autor(es): O Povo - Ceará

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