Empresas de base tecnológica e laboratórios de pesquisa públicos e privados poderão contar, dentro de cinco anos, com um novo espaço de trabalho em Minas Gerais. Trata-se do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), que teve seu projeto de criação lançado pelas entidades parceiras do empreendimento.

O projeto será implantado em um terreno de 185 mil metros quadrados anexo ao campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O início das obras de infra-estrutura está previsto para o primeiro semestre de 2006. Metade do terreno será ocupada por instalações de empresas de base tecnológica.

Segundo os idealizadores, o parque pretende incrementar a produção científica das instituições de ensino e pesquisa que produzem conhecimento e, ao mesmo tempo, fomentar empresas de base tecnológica, criando condições de crescimento e atração da pesquisa acadêmica em segmentos estratégicos. Com a transferência do conhecimento para o setor empresarial, espera-se a obtenção de novos produtos, processos e serviços.

“O objetivo é apoiar a pequena e a média empresa, que formam a maioria dos empreendimentos tecnológicos”, disse Fabiana Borges Teixeira Santos, coordenadora executiva do BH-Tec, em comunicado da UFMG. “Empresas de grande porte também serão atraídas para o parque, para servir de âncora da iniciativa.”

O orçamento previsto para as obras de infra-estrutura do parque tecnológico nos próximos cinco anos é de R$ 60 milhões, recursos que serão divididos entre a UFMG, a prefeitura de Belo Horizonte e o governo de Minas Gerais. Cada instituição destinará R$ 20 milhões para o projeto. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) ficarão responsáveis pela captação de empresas.

A prefeitura de Belo Horizonte abriu um edital no valor de R$ 6,5 milhões destinado à urbanização do local. A fase de edificação, que começará após a urbanização, ficou sob a responsabilidade do governo estadual.

Para a fase de edificação, que inclui a construção de um centro administrativo, de um condomínio de empresas, de um centro de transferência tecnológica e a compra de equipamentos, será aberto um primeiro edital, também de R$ 6,5 milhões.

Autor(es): FAPESP

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