Para ampliar sua participação no mercado de CNCs no Brasil este ano a Siemens está investindo no Sinumerik 802 D Solution Line. Basicamente, a Solution Line integra o CNC 802 D aos acionamentos da linha Synamics 120, que conta com conexão via Ethernet, servomotor digital, entre outros recursos, com vários benefícios em termos de velocidade de processamento.

Segundo o gerente da área de Automação de Máquinas-Ferramentas e Industrial da Siemens Brasil, Oswaldo Prats, o produto foi apresentado ao mercado brasileiro durante a Feimafe, em 2005, mas só nesse ano estará plenamente no mercado. "Estamos trabalhando com alguns fabricantes de máquinas que deverão apresentar alguns protótipos em funcionamento na Mecânica 2006", diz.

Segundo Prats, o 802 D foi projetado para usuários de médio porte para baixo, em geral máquinas de 1 fuso e até quatro eixos. Mas, na nova configuração, consegue substituir um modelo de maior porte, como o 810 D, e por um custo menor. "Devido a maior velocidade de processamento e o novo conceito, pode ser aplicado inclusive na produção de moldes e matrizes", afirma. "Isso nos deixa mais competitivos numa faixa de máquinas que usava produtos mais sofisticados do que realmente necessitava. Vamos oferecer soluções mais adequadas ao mercado, de menor custo e, assim, aumentaremos nossa participação".

Na EMO 2005, na Alemanha, a Siemens apresentou uma versão do Solution Line para o CNC 840 D, o top de linha da empresa. Ainda não disponível no Brasil, o produto talvez seja apresentado em maio, na Feira da Mecânica, no Anhembi.

Prats aponta ainda várias outras vantagens do novo produto: start-up do comando junto ao acionamento; é plug and play, reconhece automaticamente os motores que estão na rede; foi desenvolvido em Linux, o que significa que ocupa menos memória e, portanto, é mais veloz. Mais robusto, tem esmalte protetivo para uso em ambientes agressivos e fontes que podem regenerar.

Na avaliação de Prats, 2005 foi um ano difícil. A divisão de Automação Industrial da Siemens conseguiu cumprir as metas estabelecidas, porém graças ao bom desempenho do primeiro semestre - em parte saldo de negócios realizados no final de 2004. "O efeito do câmbio foi dramático para o setor de máquinas-ferramentas. Se nossos clientes não conseguem exportar, nós também não vendemos", explica. Além disso, Prats diz ter notado aumento da entrada de máquinas importadas no Brasil, o que também afeta as vendas de CNCs.

Para o gerente, esse quadro desfavorável para o setor se mantém neste início de 2006, com alguns atenuantes, especialmente no que se refere aos juros, em queda. Outros pontos positivos: algumas PPPs (parcerias público-privada) estão saindo do papel; trata-se de um ano eleitoral, o que costuma movimentar a economia; a economia mundial aquecida. Diante desse quadro, Prats analisa que 2006 será um "ano de crescimento, mas com cautela".

Autor(es): Usinagem Brasil

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