A Arcelor Brasil - união das empresas Belgo-Mineira, CST e Vega do Sul - está prestes a concluir plano estratégico para fincar posição de destaque no mercado brasileiro e na América Latina, conforme noticiou o jornal Valor Econômico, na semana passada.

Do plano, ainda em fase de conclusão, deve constar que a Arcelor Brasil - hoje o quarto maior grupo industrial em valor de mercado na Bovespa, com perspectiva de faturamento em 2006 de R$ 13 a 14 bilhões - duplicará sua produção, hoje na casa de 9 milhões de t/ano, até 2012.

Um investimento já certo é dobrar o tamanho da fábrica de aços longos em Monlevade (MG), da Belgo-Mineira, que produz hoje 1,2 milhão t/ano. No total, devem ser investidos cerca de US$ 2,5 bilhões entre 2006-2012. Com isso, a produção de aços longos em Monlevade, Juiz de Fora, Piracicaba e Vitória saltaria de 3,7 milhões para 6,3 milhões de toneladas. A Acindar, da Argentina, com expansão já em curso, irá de 1,4 milhão para 1,7 milhão de toneladas. Na área de aços planos, a ampliação da CST está prevista para ser concluída no segundo semestre de 2006, quando passará a ter capacidade de 7,8 milhões de toneladas de aço.

Segundo o jornal, especialistas do setor avaliam que a Arcelor Brasil (criada no ano passado) não surgiu para ser uma competidora complacente e que o novo plano levará a empresa a disputar mercados hoje dominados por outras siderúrgicas, caso dos aços longos, no qual Gerdau que possui fatia de 45% (contra 30% da Arcelor). Já com a Usiminas e a CSN, a disputa se dará nos segmentos automotivo, de linha branca e da construção com chapas planas de aço produzidas pela CST e por Vega do Sul.

Autor(es): Usinagem Brasil

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