Em janeiro, a Lamina Technologies - fabricante suíça de insertos intercambiáveis de metal duro para usinagem - completou um ano de operações no Brasil. Segundo a direção da filial, o conceito multimaterial (basicamente, uma mesma classe de inserto para vários materiais) tem obtido boa resposta no mercado brasileiro.

As ferramentas dentro desse conceito são produzidas nas classes LT10 (torneamento) e LT30 (fresamento) e são apropriadas para aplicações que vão do aço baixo carbono às ligas exóticas, passando por aços ligados (inclusive tratados), inox, ferros fundidos cinzentos e nodulares, ligas de níquel. De acordo com Regis Vasques Franco, gerente do Departamento Técnico da Lamina Brasil, "o rendimento é superior ou igual ao das classes dedicadas dos demais fabricantes".

Conforme o gerente, a Lamina tem obtido sucesso aplicando o conceito em produções seriadas de grande volume. "O conceito multimaterial simplifica o trabalho operacional, pois reduz o tempo de preparação da máquina, a perda de rendimento por aplicação inadequada das classes e paradas de máquina por falta de ferramentas), e também a logística, ao reduzir o número de itens de estoque", informa, lembrando que a Lamina produz geometrias adaptáveis às aplicações desde o desbaste até o superacabamento, utilizando-se de um número mínimo de geometrias de quebra-cavacos.

Franco explica que o histórico de testes no Brasil, realizados com clientes dos mais diversos portes e atividades, comprova a eficiência do conceito. "Na maioria dos casos, nosso inserto é bem-sucedido sem que seja necessário alterar parâmetros. Numa pequena parcela de testes, bastou apenas adaptar os parâmetros (Vc, Ap e f) para obter uma relação custo-benefício muito favorável". Os casos em que foi necessário alteração mais profunda são raros, acrescenta.

NOVOS PRODUTOS - Durante a EMO 2005, na Alemanha, a Lamina lançou linha específica para alumínio e não-ferrosos (com destaque para a usinagem de titânio), na classe LT05, a única com recobrimento.

Também lançou a linha STAR, que classifica de revolucionária, por trazer o conceito de aplicação de quatro geometrias diferentes (C, D, T e V) para torneamentos compatíveis em um único suporte: "O operador utiliza as quatro geometrias, substituindo apenas o inserto, sem alterar o pré-ajuste da ferramenta", explica. Para 2006, estão previstos os lançamentos das linhas de fresas inteiriças de metal duro, corte e canal, rosqueamento e itens ISO complementares para torneamento e fresamento.

Autor(es): Usinagem Brasil

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