A linha de ferramentas de corte da ZCC, da China, chegou ao mercado brasileiro há cerca de três anos, trazida pela Wolf Brasil, seu distribuidor exclusivo no País. Nesse curto período, a linha tem conseguido se destacar e proporcionado à Wolf crescimento contínuo. Agora, a empresa brasileira prepara novo impulso à linha da ZCC no País, expandindo sua rede de representantes e iniciando a produção de ferramentas especiais com know-how da própria ZCC.

Ricardo Bianchi, diretor-presidente da Wolf Brasil, explica que há dois anos criou uma indústria, a Masterfer, para a produção de ferramentas especiais. "Agora, estamos investindo para ampliar a estrutura da Masterfer e passar a produzir especiais com know-how e tecnologia fornecidos pela ZCC, inclusive com autorização para produzir com a marca da ZCC", diz. O plano é o de em breve estar com cinco centros de usinagem e dois tornos CNC, masi do que o dobro de máquinas que tem atualmente. O investimento na Masterfer - desde o sua inauguração e até o final deste ano - deve somar US$ 800 mil.

Até aqui a fábrica tinha capacidade apenas para o atendimento de pequenas e médias empresas. Com a nova estrutura, a intenção é atender também as grandes. Para o diretor-presidente, a fábrica solucionará um problema de logística. "A ZCC pode produzir na China o que precisarmos em termos de especiais. A questão é o tempo, de cerca de 30 dias, mais transporte, liberação alfandegária... Até chegar ao nosso escritório são quase 60 dias, o que inviabiliza o atendimento", diz. "Temos de ter rapidez, agilidade. Somos uma empresa nova, num mercado concorrido e se não tivermos um diferencial vamos ser apenas mais um. Nossa idéia é resolver o problema do cliente com rapidez, segurança e qualidade". Para o empresário, esse casamento das atividades da Masterfer com a ZCC vai proporcionar um forte crescimento à Wolf.

Quando criada, em 2001, a Wolf Brasil contava com contratos de distribuição com fabricantes de ferramentas europeus e muita disposição para agregar novas linhas de representação para ampliar o portfólio de produtos. Em 2003, chegou à ZCC. "Nos surpreendemos com o tamanho da empresa e com a qualidade dos produtos", informa Bianchi. "Não imaginávamos que na China havia uma empresa de ferramentas tão grande e tão pouco conhecida fora daquele país".

Bianchi explica que - com 30% do mercado chinês de pastilhas intercambiáveis e 60% do mercado de sinterizados (cilindro de metal duro, rolo de laminacão, pastilha de solda) - a ZCC atendia apenas ao mercado interno. Só após 2002, com a inauguração de suas novas instalações e conseqüente aumento da capacidade produtiva, é que resolveu expandir sua atuação. O que se deu de forma também rápida: "Hoje, a ZCC já está presente em 47 países", informa o diretor, acrescentando que a empresa integra um forte grupo chinês, com capital 50% estatal e 50% privado, no qual se inclui uma mineradora, o que significa que domina todas as fases de produção do metal duro.

O trabalho da Wolf com a linha da ZCC começou ainda em 2003. Os parceiros traçaram uma meta de vendas para aquele exercício e o resultado atingiu quase o dobro do previsto. No ano seguinte, foi assinado o acordo de distribuição exclusiva para o Brasil, depois estendido para toda a América Latina. "Já fornecemos para Chile, Equador, Venezuela, Porto Rico, Costa Rica e, em breve, também para o México e o Peru", informa Bianchi, lembrando que esses mercados são atendidos a partir de escritório que a empresa mantém na Flórida (EUA).

CRESCIMENTO - Segundo o empresário, após a expansão para o Exterior, a ZCC tem registrado crescimento contínuo e em altas taxas, ao mesmo tempo que tem mantido elevado o nível de investimentos. Para 2006, a estimativa é de um incremento global entre 45 e 50%. "E eles esperam que nós, aqui no Brasil, também alcancemos esses números", observa. "Acredito que será possível, pois eles estão nos dando todas as condições para isso".

Bianchi exemplifica: no mês de abril, três funcionários da Wolf estiveram na China para se aprofundar na linha e nos desenvolvimentos da ZCC e principalmente nas aplicações dos produtos. "Fomos ver como eles atuam, por exemplo, nas montadoras, quais os diferenciais, as aplicações. Estamos trazendo esse know-how e vamos implantá-lo aqui", conclui.

Autor(es): Usinagem Brasil

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