Concessionárias, empresas de logística e governo federal discutem expansão ferroviáriaRepresentantes das principais instituições envolvidas com a estrutura ferroviária de acesso ao Porto de Santos participaram nesta sexta-feira (19) da reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, na sede da federação.O encontro teve como objetivo intermediar e coordenar um debate entre concessionárias, governo e empresas de logística que operam na região visando melhoria do sistema ferroviário de acesso ao porto de Santos, segundo o presidente do (Coinfra), Fernando Xavier.

Para isso, compareceram ao debate os presidentes da empresa de logística ferroviária, América Latina Logística (ALL); da concessionária MRS Logística; da empresa privada pertencente a Vale, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), além do diretor Agência Nacional de Transportes Terrestres, Noboru Ofugi, representando o governo federal."A ANTT aproveitou a oportunidade para mostrar as ações que estão sendo desenvolvidas na região do Porto. Até porque, há menos de um mês o Porto de Santos apresentou um projeto de expansão. Para fazer frente a isso, queremos criar soluções para o problema de acesso a ele”, explicou Noboru Ofugi.

Perdas e ganhos

Para o presidente da MRS Logística, Eduardo Parente, é necessário levar em conta os gargalos que impedem o desenvolvimento da estrutura de transporte de cargas na região. Ele citou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a descida da Serra como obstáculos na eficiência."Ao conseguir aumentar o número de passageiros que estão migrando para o trem urbano dentro da cidade de São Paulo, a CPTM agravou o nosso problema, já que nós compartilhamos as linhas com eles, e o trem de passageiros sempre têm prioridade", explicou.

Parente ressaltou que, por mais que esse seja negativo para o transporte de cargas, é mérito da Companhia, pois provocou um acréscimo de cerca de um milhão de passageiros por dia. "Por esse motivo é preciso analisar a situação para se buscar a melhor saída". O presidente da FCA, Marcelo Spinelli, apontou três componentes como objeto de discussão no acesso ao Porto: atravessar a cidade de São Paulo, capacidade de movimentação já no Porto e capacidade dos portos de receberem os trens."Há uma urgência sobre esses assuntos. E é aí que a Fiesp pode ser um grande indutor e um veículo importante para organizar essa agenda e dar agilidade ao processo", indicou Spinelli.

Evolução

Na avaliação do diretor-titular do Deinfra da Fiesp, Saturnino Sérgio da Silva, o momento é de reflexão para um melhor aproveitamento da situação. Segundo ele, em 2004, Santos estava em um colapso total, com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp) envolvida em grande dívida, com problemas trabalhistas, e sem ligação com o meio ambiente.

"Agora, seis anos depois, vejo que evoluímos muito. E sinal disso é que estamos aqui, com os três presidentes das ferrovias e a ANTT, tendo uma conversa em outro nível. Naquele tempo era improvável que concordássemos nesses mesmos pontos", comparou."Nós temos que cada vez mais buscar competitividade e eliminar gargalos. Aproveitando o momento de destaque que o Brasil atravessa, sediando a Copa do mundo e as Olimpíadas e os investimentos que nós mesmos, brasileiros, estamos fazendo”, finalizou Saturnino Sérgio.

Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp

Autor(es): Agência Indusnet Fiesp

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