A Wilson, Sons, que por meio de suas subsidiárias é uma das maiores operadoras integradas de serviços marítimos, portuários e de logística do Brasil, registrou, no ano passado, um crescimento de 91,9% do lucro liquido, em comparação com o mesmo período de 2008, chegando a US$ 90 milhões.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou US$ 128,4 milhões, um incremento de 4,6% em relação ao obtido no mesmo período de 2009. A margem EBITDA ganhou 2.2 pontos percentuais (p.p), atingindo 26,9%.

Os principais fatores que contribuíram para esses resultados foram o crescimento do volume nos terminais portuários, maior porcentagem da receita de operações especiais em rebocagem, bom desempenho no segmento offshore e o crescimento da receita e da Brasco, terminal de O&G.

Os investimentos de US$ 149,6 milhões da empresa apresentaram um crescimento de 59,9% em 2009. Os recursos foram destinados principalmente à expansão e renovação da frota e compra de equipamentos para as novas operações logísticas.

Destaques por segmento

A receita liquida dos terminais portuários da Wilson, Sons cresceu 19,8% no quarto trimestre de 2009, chegando a US$ 48,5 milhões contra US$ 40,5 milhões registrados no mesmo período de 2008. No acumulado do ano, o valor chegou a US$ 175,4 milhões. O volume em 2009 cresceu 2,7%, chegando a 888,3 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Destaque para o Tecon Rio Grande, com crescimento de 4,8% no ano e para o terminal de O&G Brasco, cuja receita cresceu 78,3%, com a entrada de novos clientes e o aumento das operações spot.

No segmento de rebocagem, o resultado operacional cresceu 7,2% em 2009, chegando a US$ 52 milhões. As operações especiais, que registraram um aumento na receita líquida de 5,3 p.p. ajudaram a gerar um EBITDA de US$ 61,3 milhões, aumento de 12,5% em relação a 2008.

A seqüência de bons resultados trimestrais no segmento de Offshore foi consolidada. A receita liquida no último trimestre cresceu 38,2%, chegando a US$ 10,7 milhões, possibilitado pela expansão da frota de 5 para 7 PSVs (Plataform Supply Vessels). No acumulado do ano, o crescimento foi de 76,9%, com receita de US$ 38,1 milhões.

Na área de logística, a estratégia focada em operações de maior valor agregado e nas operações in-house (gestão de operações nas instalações do cliente) produziram um EBITDA 6,5% maior no período.

O agenciamento marítimo continua seu trabalho de redução de despesas e ajustes operacionais em busca de resultados importantes no futuro. Por enquanto, pode-se destacar uma maior diversificação dos serviços de base e as novas soluções para os clientes do setor de óleo e gás. No quarto trimestre de 2009 essas medidas levaram a um aumento de 21,1% do resultado operacional, que somou US$ 800 mil.

O cenário das atividades não-segmentadas permanece semelhante ao terceiro trimestre de 2009, com a busca da Wilson, Sons pela redução nos custos. Esse ramo de negócios engloba, além da Administração da Companhia, os serviços de construção naval.

Autor(es): A Tribuna

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