O painel de estreia do primeiro dia de palestras da 21ª. Edição do Congresso Brasileiro do Aço, que acontece até amanhã, sexta-feira, dia 16, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, teve como foco os impactos da China nas tendências da siderurgia mundial. O diretor geral do WorldSteel Association, Ian Christmas, o professor especializado em economia chinesa da University of Califórnia, Barry Naughton, o diretor da Brookings-Tsinghua Center, Geng Xiao, e o diretor da Accenture, John Lichtenstein apresentaram dados que permitem ver o crescimento do país asiático no setor e compará-lo ao brasileiro.

Christmas destacou a liderança da indústria de aço do Brasil em duas áreas: segurança no trabalho e adoção de tecnologias de sequestro de carbono. Sua previsão com relação à China, é de que “nos próximos anos, haverá mudanças estruturais importantes e muitas empresas surgirão no mercado. Entretanto, o país não chegará a ser, a curto prazo, um exportador de aço importante. É mais provável que eles sejam investidores e parceiros na Ásia e na África”. Barry Naughton, por sua vez, acredita que o crescimento exagerado da economia chinesa criou uma “bolha” dentro de uma estratégia desiquilibrada e que há motivos para preocupação. “Vejo três principais problemas gerais na China, que impedem um crescimento sustentável a médio e longo prazo: estagnação da reforma institucional, desiquilíbrio doméstico e pressão para a valorização da moeda”.

Já Geng Xiao afirmou que o modelo adotado pelo governo da China tem se mostrado eficiente e apontou os segredos do auto-crescimento chinês. “A estabilidade política e a competência do governo foi fundamental para esse crescimento, assim como a privatização de 80% das empresas, principalmente as de médio e pequeno porte, e a abertura do mercado em diversos setores (excetuando o do aço, em que o governo detém 78% das indústrias, e o da comunicação, por exemplo)”. Ele salientou ainda que o modelo chinês de crescimento depende muito do aço, utilizado na urbanização das cidades, sendo na construção de estradas ou em arranha-céus usados para a moradia da população de baixa renda.

Dados comparativos entre Brasil e China foram a base do discurso de John Lichtenstein, que destacou a ambição chinesa em ser líder do mercado de aço e de tornar suas empresas globais, com investimentos pesados em tecnologia, através de pesquisa e desenvolvimento. “As indústrias aqui são estáveis, o mercado doméstico tende a crescer, mas a tributação ainda é uma enorme barreira para os investimentos estrangeiros, assim como a falta de recursos destinados à educação”.

Evento:
Congresso Brasileiro do Aço, ExpoAço e Vila do Aço
Realização: Instituto Aço Brasil
Data: 14 a 16/04
Local: Transamérica Expo Center (Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387)

Mais informações:

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Tatiana Avilez: [email protected] / (21) 9766-0108
Adriana Moreira: [email protected] / (21) 9781-9373

Autor(es): Textual Comunicação

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