Os principais participantes do consórcio vencedor da Usina Hidrelétrica de Belo Monte passaram o dia reunidos nesta quinta-feira para encontrar possíveis soluções para garantir a rentabilidade do projeto. Isso poderá ser feito reduzindo os custos da obra e ampliando a participação de sócios estratégicos que possam dar viabilidade financeira, mesmo com o preço do megawatt-hora (MWh) em R$ 77,97, como foi definido no leilão.

Fontes do setor energético garantem que é possível construir a usina com os R$ 19 bilhões estipulados no projeto inicial, mas é preciso garantir um retorno mínimo principalmente para os fundos de pensão que devem integrar o consórcio.

Ainda não há a confirmação da entrada ou saída de novas empresas no consórcio Norte Energia, vencedor do leilão, mas o grupo admite que pode haver uma acomodação de investidores na parte privada do consórcio. Essa decisão deverá ser anunciada até o dia 1º de julho, data prevista para a homologação do resultado do leilão.

De acordo com o cronograma da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as empresas têm até o dia 10 de maio para apresentar a documentação necessária para sua habilitação. A outorga e a assinatura do contrato de concessão devem sair só no final de setembro.

O consórcio Norte Energia, vencedor do leilão para construir a usina de Belo Monte, é formado por nove empresas: a estatal Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, com 49,98%; a Construtora Queiroz Galvão, com 10,02%; a Galvão Engenharia, com 3,75%; a Mendes Junior, com 3,75%; a Serveng-Civilsan, com 3,75%; a J Malucelli, com 9,98%; a Contern, com 3,75%; a Cetenco, com 5%; e a Gaia Energia, com 10,02%.

O consórcio já anunciou a entrada da Eletronorte, subsidiária da Eletrobras, como sócio estratégico dentro da participação de 49,98% que a Chesf detém no consórcio.

Autor(es): Agência Brasil

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