O projeto da empresa Triunfo Participações e Investimentos de implantação de um terminal multiuso de R$ 1,5 bilhão, no Porto de Santos, está ameaçado por uma disputa judicial em relação à propriedade dos terrenos onde pretende-se erguer o empreendimento.

O empresário José Paulo Saddi apresentou à Justiça o que afirma ser a escritura de posse das terras. Com base no documento, o juiz Cláudio Teixeira Villar, da 2ª Vara Cível de Santos, bloqueou em julho do ano passado qualquer registro de transferência dessas áreas.

A Triunfo, que tem capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e administra uma instalação portuária em Navegantes (SC), adquiriu por R$ 70,2 milhões a gleba conhecida como Sítio Santa Rita, totalizando 1,89 milhão de metros quadrados – o equivalente a 189 campos de futebol. O montante começou a ser pago em julho de 2008 ao empresário português Joaquim da Rocha Brites, que mora e mantém negócios em Santos.

O empresário constituiu a empresa Terminal Portuário Brites, cujo único ativo era o mesmo terreno para o qual Saddi teria escritura de posse. Todas as cotas desta empresa foram vendidas à Triunfo, sendo R$ 40,2 milhões pagos em parcelas semestrais, com o último vencimento marcado para dezembro deste ano. Brites ainda recebeu 12% das ações do futuro terminal em troca dos R$ 30 milhões restantes. O negócio, na prática, repassou o terreno à Triunfo, para que ela pudesse construir a instalação portuária.

O problema é que, segundo os documentos apresentados a Saddi, aos quais A Tribuna teve acesso, o negócio está ameaçado. Segundo o advogado Valdir Araújo, que defende Saddi, "por força de liminar hoje eles (Triunfo) não têm posse nenhuma do terreno". Assim, o plano de construção do terminal pode nunca sair do papel. "A não ser que me repassem os R$ 35 milhões a que tenho direito", condiciona o empresário José Paulo Saddi.

Autor(es): A Tribuna

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