Google
Matérias, artigos e empresas relacionados a Manutenção e Suprimentos para a indústria
Esqueci minha senha

Os próximos dez anos serão decisivos para o planeta

Alerta feito por Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos, considera a necessária descarbonização da economia

Mais notícias relacionadas a meio ambiente:

Lubrificantes Fênix minimiza impacto com oxidação térmica
A preocupação com o meio ambiente está no DNA da empresa desde sua fundação.


Empresas de biotecnologia representam Brasil na Bio 2013
Maior convenção do setor acontece em abril nos EUA


Para que servem as cortinas de lodo
Também conhecidas como barreiras de lodo, são usadas para evitar que sedimentos de construção poluam ...


Não resta dúvida que a atividade humana impactou o clima e há um tempo-limite a fim de reverter o fenômeno. Se for ultrapassado o limite de concentração de dióxido de carbono de 480 partículas por milhão, haverá consequências climáticas irreversíveis.

O alerta partiu do ex-presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, conselheiro do Instituto Akatu e CEO do Yázigi Internexus, convidado para o debate "Rumo ao Desenvolvimento Sustentável - Desafios e Oportunidades", na reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, nesta terça-feira (27).

Inicialmente, Young avaliou as recentes crises do capitalismo mundial – a das mudanças climáticas e a econômica, iniciada em 2008 – como elementos-chave para rascunhar os novos parâmetros da próxima década, reforçando que os próximos dez anos serão decisivos para o planeta.

Os efeitos colaterais dessas crises trazem à tona inúmeras questões, como o mecanismo de auto-regulação do mercado e seus limites, além de uma redefinição do papel do Estado na economia. E valeu uma crítica: O Estado é "falho" quanto às questões socioambientais.

"A economia de baixo carbono significará, talvez, um novo ciclo da própria industrialização, reinventando as formas de produzir e consumir", apontou, ao tratar da descarbonização e fazendo a ressalva que ela deve levar necessariamente a mecanismos de inclusão social.

O palestrante avaliou que se vive um momento de transição, que deverá envolver inclusive a rearticulação dos vários papéis dos atores sociais, econômicos e políticos, quando a democracia brasileira chega ao seu ponto de maior amadurecimento.

O presidente do Cosema, Walter Lazzarini, provocou Young se não é uma bondade, uma tentação, o País contar com o pré-sal quando se fala tanto da descarbonização e do incremento de suas fontes renováveis.

Para o ex-presidente do Ethos, é preciso avaliar a questão do pré-sal em um contexto de demanda exponencial por energia nos próximos 30 anos.

"Achar que não precisaremos mais do petróleo [em sua matriz energética] não é verdade, mas ele deve ser preservado para fins mais nobres. A ideia de se investir no pré-sal é uma oportunidade de aportar recursos adicionais em uma estratégia de desenvolvimento diferenciada. É uma oportunidade, mas também tenho muitas dúvidas", refletiu.

Brasil na frente em termos competitivos

Young elencou as vantagens competitivas do Brasil, comparando-o com outros países do BRIC, em especial, Índia e China. Enquanto o País conta com cerca de 70% de sua matriz energética baseada em recursos renováveis e conta com 20 milhões de pessoas na linha da pobreza absoluta para serem incluídas socialmente, são mais complexos os desafios a serem enfrentados pelos outros países.

A Índia tem de 70 a 80% de sua matriz energética dependente de fontes não-renováveis, altamente poluentes, e a China, 95%. Aquele país contabiliza 250 milhões de pessoas na linha da pobreza absoluta e a China tem números ainda superiores.

Para que essa vantagem competitiva brasileira não se perca, não se devem adotar ações equivocadas. Young destaca algumas:

1. Promover decisões de curto prazo a fim de resolver gargalos – especialmente na área de infraestrutura, transporte e energia –, que a longo prazo debilitará a vantagem estratégica atual em relação a uma economia de baixo carbono.

2. Qualquer alteração no regime climático poderá afetar seriamente a produção energética essencialmente hídrica.

3. Não apostar em tecnologia, pois a economia de baixo carbono requer altos investimentos em inovação. O atual capital humano é pouco qualificado para o tamanho do desenvolvimento que há pela frente, especialmente quanto à formação de engenheiros e cientistas.

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

facebook      twitter      google+

* campos obrigatórios

Outras notícias relacionadas a meio ambiente:

ABNT lança norma sobre manufatura reversa de eletroeletrônicos

Nesta sexta-feira (19 de abril), a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) apresenta em São Paulo a norma ABNT NBR 16156:2013 - Resíduos de equipamentos eletroeletr ...
Desenvolvimento econômico sustentável

O termo desenvolvimento econômico sustentável refere-se ao saldo de crescimento econômico junto com as necessidades sociais e ambientais. Para que o crescimento econômico seja considerado sustent ...
Como funciona um sistema de esgotos

Um sistema de esgoto de águas residuais move o material isolado a partir de seu ponto de origem, de modo que possa ser eliminado ou tratado. Existem três principais ...
Prós e contras de sacolas reutilizáveis

Com tantos problemas ambientais que assolam o planeta, o ideal seria que todas as pessoas contribuíssem para evitar a poluição originada pelo acúmulo de lixo, especialmente por ...
Poluição causada por produtos plásticos

O plástico tornou-se um produto essencial para as pessoas ao redor do mundo. Desde a sua descoberta por Alexander Parkes em 1852, tem sido um dos produtos mais usados ...
O que é biorremediação

A biorremediação é um método, dentro do campo da biotecnologia, criado para impedir as crescentes ameaças provenientes de formas graves de poluição ambiental. Como o nome sugere ...
Ministro da Economia alemão ainda se opõe a licenças de emissão de carbono

Ministério da Economia da Alemanha continua em oposição a um plano da União Europeia para conter um excesso de oferta de licenças no maior mercado mundial ...

Meio Ambiente
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Meio Ambiente


Veja na Agenda de Feiras e Congressos
Veja na Agenda de Feiras e Congressos

Google