RIO - A produção industrial recuou em sete dos 14 locais pesquisados em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior. Os dados constam da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso houve estabilidade na região Nordeste e seis locais com expansão da produção.

A maior queda na produção aconteceu no Paraná, com 14,7% de baixa, seguido por Amazonas, com -4,2%; Rio de Janeiro, com -3,4%; Pernambuco, com -2,6%; Espírito Santo, com -1,9%; e Rio Grande do Sul, com -1,1%. As altas aconteceram em Goiás, com +4,5%; Ceará, com +2,5%; Pará, com +1,3%; Minas Gerais, com +0,8%; São Paulo, com +0,5%; e Santa Catarina, com +0,1%. No geral, a produção industrial nacional caiu 0,7% em relação a março.

Na comparação com abril do ano passado houve alta em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE. Nesse contexto, os principais impulsos para o crescimento de 17,4% da produção industrial brasileira vieram do Amazonas, com avanço de 34,1%; do Espírito Santo, com alta de 29,8%; de Goiás, com 27,9%; Minas Gerais, com 25%; Bahia, com 24%; Pernambuco, com 23,6%; Nordeste, com 20,5%; e São Paulo, com 17,5%.

Nos quatro primeiros meses do ano todos os locais mostraram crescimento da produção na comparação com o período janeiro-abril do ano passado. Enquanto a média nacional de crescimento foi de 18% nesta comparação, o Espírito Santo subiu 40,3%; o Amazonas cresceu 32,7%; Goiás avançou 26,9%; e Minas Gerais teve alta de 25,1% na produção industrial.

No acumulado em 12 meses, apenas o Pará, com queda de 2,4%, não mostrou crescimento em relação à produção industrial dos 12 meses imediatamente anteriores. O principal destaque nessa comparação fica com a alta de 10,1% de Goiás, enquanto a média brasileira foi de 2,3%.

(Rafael Rosas | Valor)

Autor(es): Valor Online

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