Depois de operar com queda acentuada durante a maior parte do dia, o dólar diminuiu a baixa no final da tarde e fechou acima de R$ 1,80 nesta segunda-feira (14), em uma sessão de poucos indicadores e orientada pelo mercado internacional. A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,803, em baixa de 0,72%.

O Banco Central informara anteriormente que a moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,808, em baixa de 0,44%, mas retificou a informação.

Mais cedo, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,796, menor nível desde 18 de maio. No começo do dia, predominava o otimismo com a produção industrial na zona do euro. Em abril, o indicador registrou o maior crescimento anual desde o início da série histórica, em 1991.

Mais tarde, porém, a decisão da agência Moody's de classificar a dívida soberana da Grécia como grau especulativo diminuiu o entusiasmo do mercado. Com isso, o euro reduziu a queda, o Ibovespa chegou a anular a alta e as bolsas de valores norte-americanas desaceleraram.

O peso do mercado internacional sobre a taxa de câmbio no Brasil ficou expressa no final de semana, quando o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) destacou, em relatório trimestral, que o real é a segunda moeda do mundo com mais volume em futuros e opções de câmbio, à frente do euro e atrás apenas do dólar.

O volume de contratos em aberto no primeiro trimestre foi de US$ 140 bilhões, perto dos níveis do terceiro trimestre de 2008, antes de uma forte queda pela crise global.

De acordo com o BIS, o motivo para a importância do real no mercado de derivativos é a liquidez relativamente restrita no segmento à vista. O real não é uma moeda conversível e conta com regras mais rígidas de negociação que outras divisas de perfil semelhante, como o peso mexicano .

Sem influência sobre a taxa de câmbio, o governo divulgou pela manhã o desempenho da balança comercial do país na semana passada. Houve déficit de US$ 166 milhões, o que reduziu a US$ 979 milhões o superávit acumulado no mês até agora.

Autor(es): G1

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