A União trabalha com o calendário de antes das eleições para fazer a capitalização da Petrobras, mas pode contratar uma terceira certificadora para aferir o preço do barril se as partes não chegarem a um "valor adequado" em negociação nos próximos dias.

A informação é de um importante ministro do governo que falou à Reuters nesta quinta-feira sob condição do anonimato. Segundo ele, tudo indica que a operação de aumento de capital, que inclui a cessão onerosa (troca indireta de reservas de petróleo da União por ações da Petrobras), seja mesmo feita antes de 3 de outubro, como deseja a estatal e o próprio Executivo.

"A menos que haja discrepâncias enormes entre as certificadoras", afirmou a fonte.

Membros do governo e executivos da Petrobras, mesmo que anonimamente, têm travado uma disputa nos últimos dias sobre o valor do barril que será objeto da chamada cessão onerosa.

"Se houver grande discrepância na avaliação das certificadoras, ou faz a conta para achar um valor adequado ou contrata outra certificadora".

Na segunda hipótese, haveria muito pouco tempo hábil para relizar a operação antes das eleições.

"O governo não está querendo adiar. Se tiver condições de fazer agora, bem feito, faz agora", completou o ministro.

As certificadores prometeram entregar suas avaliações até a sexta-feira. A fonte disse não ter ideia dos preços que serão apresentados, mas fez uma aposta genérica, um "palpite", como fez questão de frisar: "acho que não serão muito diferentes".

A lei que permitiu a capitalização da Petrobras com a cessão onerosa prevê uma reavaliação futura de preço caso este não se revele viável para uma das partes.

Autor(es): Redação Portal Terra

facebook      twitter      google+

Petróleo & Gás
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Petróleo & Gás