Por Adilson Munin*

O mercado industrial brasileiro de uma forma geral está passando por uma ampla e saudável corrida ao desenvolvimento de novos produtos, por vários motivos: seja pela necessidade de adequação com relação à concorrência, como também pelas claras perspectivas de crescimento potencial devido a fatores como a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016, obras do PAC, exploração da camada do Pré-sal e vários outros fatores aqui não mencionados, que juntos fazem com que haja uma preocupação natural em se oferecer produtos e serviços cada vez melhores, mais baratos e principalmente com um apelo ecológico e social agregado a este bem ou serviço.

Um fato interessante que nos tem chamado atenção é que, atualmente, para o desenvolvimento de um produto, um dos primeiros pontos a serem tratados está ligado ao meio ambiente, sendo que, em um passado recente, os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento eram sustentados basicamente por três pilares: especificação, qualidade e preço. As demais etapas eram consequências naturais e o produto final era concebido a partir desta base.

Nos dias de hoje, um quarto pilar passa a ter uma importância fundamental na elaboração de um novo produto, que é o da sustentabilidade, o qual deve fazer parte da etapa inicial de pesquisa, pois é preciso saber antecipadamente quais os aspectos e impactos ambientais que este determinado produto irá gerar.

Num raciocínio lógico, o fator custo passa a ter um peso menor, pois, a partir de agora, quando pensamos em custo, devemos pensar no ciclo de vida integral deste produto e não somente no preço de venda. Para muitos empresários pode ser difícil enxergar esta questão de imediato, porém, é notório que o mundo de uma forma geral está convergindo para uma diferente tendência de aceitação do novo e a empresa que não estiver atenta a isso estará fadada ao fracasso ou, no mínimo, à estagnação.

Assim, quando pensamos em sistemas que visam garantir que um produto seja adequadamente produzido, com base na visão de sustentabilidade, em que, desde o desenvolvimento em laboratório já se tenha uma preocupação ecológica, passando pelas etapas do processo de produção, colocação no mercado consumidor até a preocupação com o ciclo final de vida do produto, estamos falando em ecoeficiência.

Segundo o conceito elaborado pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), em 1992, "ecoeficiência é alcançada mediante o fornecimento de bens e serviços a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzam progressivamente o impacto ambiental e o consumo de recursos ao longo do ciclo de vida, a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada da Terra".

Portanto, será considerada uma empresa ecoeficiente aquela que adotar políticas na qual o compromisso com a preservação ambiental seja, de fato, uma realidade e não somente uma política. Uma empresa realmente preocupada com o futuro certamente terá as maiores e melhores chances de penetração nos diversos setores de consumo, pois as companhias, de uma forma geral, serão cada vez mais observadas de acordo com a sua ecoeficiência, praticada em todos os seus níveis de atuação.

Aos empresários e empreendedores é fundamental conciliar a continuidade de investimentos, buscando produtividade, competitividade e lucratividade, mas, principalmente, considerando-se valores de preservação do patrimônio ecológico e ampliação da melhoria de qualidade de vida - e não mais para um determinado segmento da população, mas para a sociedade como um todo.

Vale lembrar que o mercado brasileiro aponta para um potencial nunca sonhado anteriormente. Por isso, este é o exato momento em que os diversos segmentos da indústria e do governo devem investir recursos de todas as formas a fim de que possamos alcançar um patamar de vanguarda no aspecto de preservação do meio ambiente.

* Adilson Munin é Técnico responsável pelo setor de Pesquisa e Desenvolvimento na Unidade de Asfaltos da Viapol, especializada em soluções para a impermeabilização e proteção das obras da construção civil.

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Autor(es): Assessoria de Imprensa

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