Desde segunda (13) até hoje (16), o Rio de Janeiro sedia a décima quinta edição da Rio Oil & Gas Exposição e Conferência 2010, o maior evento do setor da América Latina. Oportunidade de discutir tendências e conhecer inovações, além de prospectar e fechar negócios, o Oil and Gas é realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a Petrobras, entre outras empresas e instituições.

A escolha da capital fluminense deve-se ao fato de o Estado do Rio de Janeiro ser o maior produtor de petróleo (80%) e gás (50%) do País. O público-alvo da Rio Oil & Gas é composto por empresários, profissionais, universitários e técnicos do setor.

Para os pequenos e microempresários que atuam no setor do turismo, a coordenadora dos projetos de petróleo e gás do Sebrae Nacional, Eliane Borges, dá um recado: “A maioria dos lugares onde há petróleo têm forte vocação para o turismo”.

Borges destaca que, além disso, em todas as regiões em que a Petrobras se instala, sempre há um grande impacto na economia local e os projetos findam por envolver também empresas que não trabalham para a cadeia produtiva do petróleo. “Há uma imensa gama de serviços que são demandados por essa cadeia produtiva, incluindo alimentação, vestuário, transporte e até artesanato, pois as empresas também compram brindes”, lembra.

Ela observa que a formalização acaba se tornando uma excelente porta de entrada para fortalecer de verdade um negócio e conquistar um mercado em plena expansão. “Um exemplo disso tivemos na unidade de Santos, em que precisávamos de um serviço de coffee break, logo que foi instalada. Havia excelentes fornecedores, mas foi muito dificíl conseguir alguém que fosse formalizado”.

A coordenadora dos projetos de petróleo e gás do Sebrae Nacional lembra que Petrobas e Sebrae estão investindo juntos R$ 32 milhões para melhorar a competitividade das pequenas e microempresas que de algum modo interagem com a cadeia produtiva do petróleo em todo o Brasil.

Esse esforço de qualificar os empreendedores de pequeno porte para incluí-los na onda de oportunidades do setor de petróleo, gás e energia já está rendendo uma mudança importante de comportamento, em que a formalização torna-se passo fundamental para um desenvolvimento sustentável. Um exemplo foi a contratação de uma pipoqueira pela unidade da Petrobras de Sergipe. “Ela se formalizou como empreendedora individual para fazer pipocas exclusivamente para a Petrobras”, conta Eliane Borges. A contratação se deu pela escolha da Petrobras de trocar o isopor (poluente) pela pipoca (biodegradável) para monitorar a quantidade de óleo derramado na água do mar, na bacia petrolífera.

Rodadas de negócios

O tema da Rio Oil & Gas 2010 é “ Do petróleo ao biocombustível: integrando conhecimento e ampliando os limites”. O tema remete a uma questão que está colocada hoje para todo o setor de energia.

O Sebrae e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) coordenaram as rodadas de negócios internacionais e nacionais, a serem realizadas na área destinada à Exposição. Cerca de 70 empresas integrantes do Prointer P&G e Brazilian Supply Oil & Gas Onip/Apex negociaram com 45 empresas estrangeiras inscritas nas rodadas internacionais.

A expectativa é de que, nesta edição, o evento bata recordes de público, número de congressistas e de empresas estrangeiras e multinacionais. São aguardados 40 mil visitantes. Doze pavilhões foram ocupados por empresas do Reino Unido, Noruega, França, Estados Unidos, Holanda, Dinamarca, China, Argentina, Bélgica, Alemanha, Canadá e Itália.

Treze Redes Petro, organizações que reúnem empresas da cadeia produtiva nos estados, participaram do evento e tiveram estandes montados. Atualmente há no Brasil 16 Redes Petro e, de acordo com a coordenadora dos projetos de petróleo e gás do Sebrae Nacional, mais três estão sendo criadas.

Parafusos especiais, câmeras de alta precisão, eletrodos impermeáveis para solda subaquática e até um equipamento que mede a quantidade de óleo derramado na água: eis alguns produtos de microe e pequenas empresas que se tornaram importantes fornecedoras na cedeia produtiva do petróleo.

Essas empresas – e tantas outras, incluindo as do setor do turismo – estão de olho em um mercado que deve movimentar, nos próximos 10 anos, R$ 680 bilhões. Somente a Petrobras vai investir US$174,4 bilhões nos próximos cinco anos.

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Saiba mais aqui sobre o apoio do Sebrae e da Petrobras para empreendimentos envolvidos com a cadeia produtiva do petróleo

Autor(es): Assessoria de Imprensa

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