Em análise sobre o setor de mineração e metais, a Ernst & Young constatou crescimento expressivo no primeiro semestre de 2010, em volume e no valor das negociações. O número de transações no mundo concluídas no período chegou a 544, o que representa um aumento de 20% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Essas operações somaram US$ 40,6 bilhões, volume 46% maior que o alcançado no mesmo período, em 2009.

No entanto, é justamente a maior exposição das companhias que tem aumentado o risco a fraudes e corrupção, em decorrência principalmente do corte de custos de controle enquanto a expansão avança em novos territórios. Essa conclusão é do estudo Fraude e Corrupção em Mineração e Metais – Foco na ética nos negócios em 2010.

O documento observa que grandes empresas em todo o mundo reativaram projetos e atividades exploratórias em regiões remotas e que grandes somas têm sido investidas nessas novas áreas. Com os controles minimizados durante a crise financeira, o risco ficou bem mais alto.

A preocupação com a super exposição também é válida no Brasil, onde algumas explorações são feitas em regiões muito remotas, onde os sistemas e regulações são pouco conhecidas. Segundo Carlos Assis, sócio de consultoria para o mercado de mineração, “a área mais exposta a fraudes é a de compras, onde pode ocorrer favorecimentos em concorrências e pedidos de suborno por funcionários públicos, entre alguns exemplos”.

De acordo com as análises, a exposição deve ser vista com cautela e ser uma preocupação primária nessa indústria. “Este é um tema central para as responsabilidades de governança corporativa. E por isso, tem impacto direto na capacidade de operar das instituições – afeta desde sua base e acesso a novos projetos até o retorno para o acionista e a imagem da organização”, ressalta Assis.

O estudo global mostra que, como por serem estes riscos-chave, as empresas precisam adotar medidas preventivas. “O ideal é que as companhias desenvolvam planos e procedimentos proativos e não quando o mundo estiver batendo a sua porta, cobrando explicações”, destaca o documento. Para Carlos Assis, “a falta de uma atitude por parte das empresas para evitar práticas ilícitas causa impacto profundo, atingindo até o valor patrimonial da companhia”. O executivo pondera que a adoção de medidas prévias não é garantia de que o problema nunca ocorra. “Entretanto, as organizações que tiverem um gerenciamento efetivo desses riscos poderão lidar melhor com questões regulatórias e na resolução deste problema, se as fraudes vierem a ocorrer”, completa ele.

Setor aquecido

A análise global de mineração da Ernst & Young, o aquecimento do setor começou ainda no ano passado. As transações avançaram já no fim de 2009 e continuaram sendo incrementadas desde então. O ritmo dos negócios deve continuar em aceleração: até o final de junho, o valor dos acordos que estavam na iminência de serem fechados era o quádruplo do valor de negócios firmados no primeiro semestre do ano passado. E o setor não apresenta sinais de desaceleração, constatou levantamento da Ernst & Young.

De acordo com o estudo, a retomada tem sido impulsionada principalmente pelo mercado asiático. Os principais compradores do setor vem do bloco formado por China, Japão, Índia, Cingapura e Coréia do Sul. Ao mesmo tempo, há um forte movimento de consolidação do mercado norte-americano, que lideraram os processos de aquisição e os negócios de maior valor no primeiro semestre deste ano e devem manter o ritmo nos próximos meses.

A análise global também mostra os sinais também positivos no restante do continente americano. Embora a Austrália tenha aparecido como o principal destino de investimentos em 2009, o Canadá assume essa posição no primeiro semestre de 2010. E os investimentos também aumentaram de forma expressiva na América Latina. “Além destes cenários, também é esperada uma diversificação contínua dos mercados alvo de investimentos. Dentro dos próximos 6 ou 12 meses, esperamos incremento na Ásia Central e na África.”, afirma Carlos Assis.

O estudo mostra que recursos de segurança continuam a ser a principal fonte de negócios no setor de mineração e metais. Mas outros fatores também ajudam a aumentar as operações: a maior disponibilidade de capital para se fazer negócios, a racionalização da indústria e a crescente integração vertical no setor.

Mercado de capitais e financiamentos

O mercado acionário continua sendo a principal fonte de capital do setor. Enquanto no último ano, as maiores e mais diversificadas mineradoras dominaram o levantamento capital, neste ano as empresas de médio porte têm sido mais ativas na captação de recursos no mercado. “Continuaremos a ver uma preferência por ofertas de ações nos próximos meses, por conta de uma falta de disponibilidade de dívida bancária, particularmente para empresas de médio porte”, diz Elliott.

O número de IPOSs teve retomada cautelosa, com 53 IPOs no primeiro semestre de 2010, que levantaram US$6,1 bilhões. No mesmo período do ano passado, foram realizados 19 IPOs, que captaram US$1,8 bilhão. Já o grau de endividamento diminuiu, com um menor número de empréstimos fechados nestes primeiros seis meses, em comparação com o mesmo semestre em 2009. E quase dois terços dos recursos foram usados para reestruturar ou ampliar mecanismos de financiamento já existentes.

“Globalmente, há uma recuperação dos empréstimos bancários para o setor. No entanto, o crédito bancário disponibilizados para mineradoras como a BHP Billiton, por exemplo, para aquisição de potássio pode sinalizar uma mudança na dinâmica do setor, há muito esperada”, finaliza Assis.

Sobre a Ernst & Young

A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e assessoria em negócios. Em todo o mundo, a empresa tem 144 mil pessoas unidas por valores compartilhados e compromisso com a qualidade. No Brasil, a Ernst & Young conta com mais de 2.200 profissionais distribuídos em nove escritórios. A empresa faz a diferença ajudando colaboradores, clientes e as comunidades em que atua a atingirem todo seu potencial.

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Autor(es): Assessoria de Imprensa

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