Beijing / São Paulo, 14 de outubro de 2010 - A energia eólica deverá atender 12% da demanda elétrica mundial em 2020, e poderá chegar a 22% desta demanda em 2030, de acordo com o estudo publicado em 12 de outubro pelo Conselho Mundial de Energia Eólica – GWEC, em conjunto com o Greenpeace International. O estudo “Panorama Global da Energia Eólica – GWEO 2010” (1) indica que a energia eólica deverá ter uma participação estratégica na forma de atender à crescente demanda mundial por energia enquanto que, ao mesmo tempo, contribuirá para a crucial diminuição das emissões de gases efeito estufa – GGE.

A projeção de que o mundo terá 1.000 GW instalados e em operação em 2020 irá permitir a não emissão de até 1,5 billhão de toneladas de CO2 por ano. Estas reduções representarão entre 50% e 75% do total das reduções nas emissões acumuladas que foram compromisso assumido para o ano 2020, nas metas de 2010 indicadas pelas nações industrializadas para o ano 2020, conforme seus “compromissos de Copenhagen para 2020”. No ano 2030, um total de 34 bilhão de toneladas de CO2 poderão ser evitados pelas 2.300 GW de capacidade eólica instalada no mundo.

“Energia eólica pode fazer uma contribuição maciça e limpa para a produção mundial de eletricidade e para a descarbonização da geração elétrica, mas será necessário um comprometimento político para que isto venha a ocorrer”, comentou Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC. “A tecnologia de produção eólica dá aos governos uma alternativa viável e econômica para enfrentar os desafios atuais e, ainda, para tomarem uma parte ativa na revolução energética de que nosso planeta necessita”.

Além dos benefícios para o meio ambiente, a energia eólica está se transformando em um fator substancial para o desenvolvimento econômico, pois hoje já conta com mais de 600.000 posições de trabalho “colarinho verde” em empregos diretos e indiretos. Até 2030, a projeção é de que o número destes empregos cresça para mais de 3 milhões em todo o mundo.

Em 2010, os 600.000 trabalhadores da indústria eólica estarão colocando um novo aerogerador em operação a cada 30 minutos – sendo que uma em cada três turbinas estará sendo instalada na China1, informou Sven Teske, especialista sênior de energias do Greenpeace Internacional. “No ano 2010 este mercado estará três vezes maior que hoje, envolvendo investimentos da ordem de 202 bilhões de Euros. E, o objetivo previsto é de que então serão instalados um aerogerador a cada sete minutos!”.

O relatório foi publicado para divulgação mundial a partir do “China Wind Power 2010”, evento realizado em Beijing. Hoje, a China transformou-se no maior mercado mundial de energia eólica e também conta com a maior indústria de manufatura de aerogeradores do mundo. Este documento, o “GWEO 2010” prevê um crescimento para 2020 de até dez vezes da atual capacidade instalada na China, partindo-se dos 25 GW em operação no final de 2009 (2).

A energia eólica é a principal fonte de desenvolvimento de geração de energia em muitos países e, hoje, sua aplicação está espalhada em mais de 75 países ao redor do mundo. “Muito interessante é que, hoje, uma grande proporção do crescimento da eólica está ocorrendo fora do mundo industrializado,” informou Klaus Rave, presidente mundial do GWEC. “Em 2030 nós temos a expectativa de que mais de metade dos parques eólicos instalados no mundo estarão localizados em países em desenvolvimento e em economias emergentes.”



Autor(es): Assessoria de Imprensa

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