Estudo da Ernst & Young aponta que valor das transações cresceu 89% em 2010, em relação a 2009, alcançando a cifra de US$ 113,7 bilhões; mercados emergentes foram responsáveis por 43% desse total.

O setor de mineração movimentou um total de US$ 113,7 bilhões em fusões e aquisições no ano de 2010 – cifra 89% maior na comparação com 2009, aponta o relatório global da Ernst & Young Ungeared for growth, que analisa as movimentações ocorridas no setor no ano passado e as tendências para 2011. No Brasil, o ano de 2010 representou uma mudança de mentalidade. Com rápida recuperação econômica, forte alta nos preços das commodities e boas performances corporativas, mais empresas começaram a procurar, dentro das fronteiras do país, oportunidades de crescimento. No total, o país registrou 33 negócios no período, representando um total de US$ 17,8 bilhões.

Os resultados são ainda mais impressionantes quando se analisa o valor das aquisições realizadas por companhias brasileiras de mineração e metais: no total, foram US$ 13,5 bilhões, um aumento de 290%, tornando o país o terceiro que mais fez aquisições em 2010. Seis dos 23 grandes negócios registrados no ano passado foram feitos por empresas brasileiras, com destaque para a Vale, responsável por três deles.

O estudo mostra que parte expressiva desse resultado se deve a transações realizadas em países emergentes. Enquanto que, em 2009, ano da crise financeira global, grande parte da atenção esteve focada nos mercados do Canadá e da Austrália, considerados de menor risco, em 2010 a América Latina tornou-se um local atrativo para negócios. O número de fusões e aquisições na região registrou um aumento de 94% no ano passado.

Ainda de acordo com o estudo, os países emergentes tiveram um papel de destaque representando 43% do total de negócios realizados em 2010, em um volume financeiro de US$ 49 bilhões. “As companhias localizadas nessas regiões têm um papel preponderante em aquisições mundo afora”, explica Luiz Cláudio Campos, sócio de transações da Ernst & Young Terco.

Para 2011, apesar de diversas incertezas econômicas na Europa e nos EUA, o setor pode ter ganhos próximos ao pico registrado em 2007. Em outras palavras, as fusões e aquisições devem crescer ainda mais. Um dos motivos continuará sendo a busca por segurança em acesso a recursos, cada vez mais escassos. Mas outras razões, como melhora do fluxo e disponibilidade de capital e o desejo de uma melhor integração vertical para lidar com os custos, também terão um papel importante nesse cenário.

China

Enquanto Canadá, Austrália e Brasil assumiram as três primeiras posições do ranking dos 20 principais países que mais realizaram negócios de fusões e aquisições no setor de mineração em 2010, a China caiu do primeiro para o quarto lugar. As atividades de transação no setor no gigante asiático caíram 11% no último ano.

No entanto, a queda é resultado do forte crescimento em outros países e não de uma redução no “apetite” por fusões e aquisições no país. Prova disso é que o volume de negócios fechados na China em 2010 cresceu 29%: 123 acordos foram estabelecidos no país no ano passado.

Financiamento

Preços de commodities em crescimento colaboraram para o aumento da confiança de investidores no mercado de capitais, e o setor de mineração e metais teve a maior participação no volume de IPOs em 2010. Foram 177 operações que representaram US$ 17,9 bilhões – cifra bem superior aos US$ 2,9 bilhões registrados no ano anterior.

Mas também houve níveis recordes de financiamento e recompra de ações e dividendos. O estudo da Ernst & Young prevê que, neste ano, financiamentos bancários de larga escala provavelmente continuarão abertos apenas para as grandes mineradoras diversificadas.

Campos aposta que, por esse motivo, empresas recorrerão aos IPOs para financiar fusões e aquisições de empresas de menor porte. “Vemos uma tendência muito forte no crescimento de IPOs para 2011”, afirmou o sócio da Ernst & Young Terco.

Sobre a Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco:

A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e consultoria. Em todo o mundo, a empresa tem 144 mil colaboradores unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. A empresa faz a diferença ajudando colaboradores, clientes e as comunidades em que atua a atingirem todo seu potencial.


No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de consultoria e auditoria com 3.500 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de grande, médio e pequeno portes, sendo que 111 companhias são listadas na CVM (dado referente a junho de 2010) e fazem parte da carteira especial da equipe de auditoria.

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Autor(es): Assessoria de Imprensa

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